Brasil

CNH sem autoescola: entenda o que pode mudar com proposta do governo federal

Governo federal abriu consulta pública para discutir mudanças no processo de obtenção da carteira de habilitação nesta quinta-feira (2)

Avatar de Emanuelle Menezes
Emanuelle Menezes
Carteira Nacional de Habilitação (CNH) | Marcello Casal Jr./Agência Brasil

Carteira Nacional de Habilitação (CNH) | Marcello Casal Jr./Agência Brasil

O governo federal abriu, nesta quinta-feira (2), uma consulta pública para discutir mudanças no processo de obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). A proposta, conduzida pelo Ministério dos Transportes, pretende tornar a habilitação mais barata, menos burocrática e ampliar o acesso ao documento em todo o país.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

Pelo novo modelo, os brasileiros poderão escolher como se preparar para os exames teórico e prático da CNH, que continuam obrigatórios e serão os responsáveis por atestar a capacidade do condutor. As avaliações médicas e psicológicas, previstas no Código de Trânsito Brasileiro, também serão mantidas.

O que muda

O conteúdo teórico poderá ser estudado nos Centros de Formação de Condutores (CFCs), por ensino à distância em empresas credenciadas ou até em formato digital, diretamente pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Isso significa que as atuais 45 horas de aulas teóricas presenciais deixariam de ser exigidas.

No caso das aulas práticas, a principal mudança é a retirada da exigência mínima de 20 horas. O aluno terá liberdade para contratar um centro de formação ou um instrutor autônomo credenciado pelos Detrans e pela Senatran, de acordo com sua necessidade.

Proposta prevê mais liberdade na preparação para exames, sem obrigatoriedade de aulas em autoescolas | Antonio Cruz/Agência Brasil
Proposta prevê mais liberdade na preparação para exames, sem obrigatoriedade de aulas em autoescolas | Antonio Cruz/Agência Brasil

Vai ficar mais barato?

Segundo o Ministério dos Transportes, essa flexibilização pode reduzir o valor da CNH em até 80%. Atualmente, o custo médio para tirar a carteira de habilitação é de R$ 3.215,64.

Por que o governo defende a mudança?

De acordo com o ministro dos Transportes, Renan Filho, o alto custo da CNH é um dos principais motivos para que milhões de brasileiros não dirijam ou façam isso sem habilitação. O governo estima que 20 milhões de pessoas conduzam motos e carros de forma irregular no país.

  • 54% da população não dirige ou dirige sem ter CNH;
  • 45% dos motociclistas pilotam sem ter habilitação;
  • 39% dos motoristas de veículos de passeio não possuem CNH
"O pior condutor é aquele que está no trânsito agora e não teve nenhuma condição de ser habilitado", afirmou Renan Filho.

Consulta pública e próximos passos

A minuta do projeto ficará disponível por 30 dias na plataforma Participa + Brasil, período em que qualquer cidadão poderá enviar sugestões e contribuições. Após essa etapa, a proposta seguirá para análise do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). A consulta pública acontece após aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Se aprovado, o novo modelo valerá inicialmente para as categorias A (motocicletas) e B (veículos de passeio). Já para as categorias C, D e E, que abrangem motoristas de caminhões, ônibus e carretas, a ideia é simplificar os processos e permitir que além dos CFCs, outras entidades credenciadas possam oferecer a formação.

A previsão dada por Renan Filho é de que, se aprovada, a nova norma entre em vigência em novembro deste ano.

O que está em jogo

O governo aposta que a mudança democratizará o acesso à CNH, reduzirá a informalidade no trânsito e aumentará a segurança viária, sem abrir mão da avaliação rigorosa de habilidades por meio das provas teórica e prática.

"Isso vai ser produtivo para o Brasil, vai incluir as pessoas e criar um ambiente para que elas tenham condição de se formalizar", disse o ministro dos Transportes.

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: Maduro volta ao tribunal nos EUA nesta quarta-feira

Maduro volta ao tribunal nos EUA nesta quarta-feira

Imagem da notícia: Vamos adotar reciprocidade quando adequado, diz ministro

Vamos adotar reciprocidade quando adequado, diz ministro

Imagem da notícia: Cunhado de CR7 é alvo de ação contra rinha de galos

Cunhado de CR7 é alvo de ação contra rinha de galos

Imagem da notícia: Navegação no Estreito de Ormuz cai e amplia tensão global

Navegação no Estreito de Ormuz cai e amplia tensão global

Imagem da notícia: Maduro volta ao tribunal nos EUA nesta quarta-feira

Maduro volta ao tribunal nos EUA nesta quarta-feira

Imagem da notícia: Vamos adotar reciprocidade quando adequado, diz ministro

Vamos adotar reciprocidade quando adequado, diz ministro

Imagem da notícia: Cunhado de CR7 é alvo de ação contra rinha de galos

Cunhado de CR7 é alvo de ação contra rinha de galos

Imagem da notícia: Navegação no Estreito de Ormuz cai e amplia tensão global

Navegação no Estreito de Ormuz cai e amplia tensão global

Últimas notícias

Vídeo: idoso é resgatado de carro cercado pela água no RS

Moradores usaram uma retroescavadeira para retirar o homem após cerca de duas horas ilhado

Avião da Pan Am é encontrado após 74 anos no mar

Destroços do Clipper Endeavor foram localizados no fundo do Oceano Atlântico; aeronave caiu perto de Porto Rico em 1952

Paraná Pesquisas: Zucco tem 34% e Juliana Brizola 30% no RS

Deputado aliado de Flávio Bolsonaro está empatado na margem de erro no primeiro turno com a neta do ex-governador Leonel Brizola, apoiada de Lula

PoderData: 51% acham governo Lula melhor que Bolsonaro

Para 34%, gestão do ex-presidente é melhor do que a do petista; 8% consideram igual

PoderData: desaprovação a Lula recua para 47% após tarifaço

Aprovação pessoal do presidente fica em 46%, enquanto aprovação ao governo oscila para 43% e desaprovação permanece em 51%

EUA ainda estão dispostos a negociar com Irã, diz Rubio

Secretário de Estado afirma que país mantém diálogo aberto, mas acusa Teerã de não cumprir acordos e alerta para riscos à de navegação no Estreito de Ormuz