Brasil

Caso do soldado israelense pode antecipar queda no comando da Polícia Federal

Acusado de crimes de guerra em Gaza passava as férias no Brasil e deixou o país após a Justiça pedir investigação da PF

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Nathalia Fruet, Gabriella Furquim
05/01/2025, 22:58 • Atualizado em 06/01/2025, 18:10
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Andrei Passos Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal

Andrei Passos Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal

O episódio envolvendo o soldado israelense suspeito de crimes de guerra em Gaza pode antecipar a saída de Andrei Passos Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF).

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A troca que estava prevista teria sido apressada nos bastidores após pessoas do Planalto avaliarem que a PF não agiu como deveria no caso.

Na última quinta-feira (2), o governo trocou o número 2 da corporação. O delegado William Marcel Murad assumiu o cargo de diretor-executivo da PF no lugar de Gustavo Leite.

A PF foi acionada pela Justiça brasileira após uma entidade internacional informar que um soldado acusado de crimes de guerra na Faixa de Gaza passava férias no Brasil. No dia 3 a juíza federal Raquel Soares Charelli, no Distrito Federal, determinou que a corporação investigasse a presença do soldado.

Logo após a decisão, no entanto, jornais israelenses informaram que o militar havia deixado o país. A informação foi confirmada pela Embaixada de Israel no Brasil em nota divulgada neste domingo (5).

Andrei Passos Rodrigues foi indicado por Lula para o comando da PF antes mesmo do petista subir a rampa do Planalto, durante o governo de transição, em 2022. Ele chefiou a segurança de Lula durante a campanha eleitoral e passou a ser considerado uma pessoa de confiança. Ele já havia comandado a segurança da equipe de Dilma Rousseff na eleição de 2010.

Rodrigues deve ser indicado por Lula para o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

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