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Brasília e outras 11 capitais terão atos para marcar primeiro ano dos ataques golpistas de 8/1

Atos estão sendo organizados por movimentos sociais, centrais sindicais e partidos políticos; bolsonaristas não devem fazer manifestações na segunda-feira (8.jan)

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Guilherme Resck
07/01/2024, 11:23 • Atualizado em 08/01/2024, 15:11
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Brasília e outras 11 capitais terão atos para marcar primeiro ano dos ataques golpistas de 8/1

Não é apenas Brasília que terá um evento para marcar o primeiro ano dos ataques às sedes dos Três Poderes, na próxima segunda-feira (8.jan). Atos para relembrar o episódio e celebrar a democracia estão sendo organizados por movimentos sociais, centrais sindicais e partidos políticos ao menos para São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre, Goiânia, Salvador, Campo Grande, João Pessoa, Vitória, Aracaju e Recife.

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Dentre estes, o maior deverá ser o de São Paulo, que está sendo organizado pela Frente Brasil Popular e a Frente Povo sem Medo para o vão livre do Masp, na região central da cidade, a partir das 17h. O deputado federal e pré-candidato à prefeitura da capital paulista Guilherme Boulos (Psol) vai participar, e o padre Júlio Lancellotti teria confirmado presença também. O evento terá ainda um desagravo contra a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs -- da Câmara Municipal --, que possui o padre como alvo. A Polícia Militar implementará um reforço operacional para garantir a segurança e a ordem pública, por causa do ato.

O do Rio de Janeiro ocorrerá na Cinelândia, a partir das 17h. A organização está sendo feita pelas frentes Brasil Popular e Povo sem Medo também. Os diretórios paulista e fluminense do PT estão participando das respectivas convocações. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) participarão dos dois atos, que têm como mote "O Brasil se UNE em defesa da democracia". A União Nacional dos Estudantes estará no do Rio.

O de Belo Horizonte, denominado "Ato em defesa da democracia: Ditadura nunca mais!", será realizado na Casa do Jornalista, às 16h. Está sendo organizado pelo Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, CUT, PT, PV, CTB, PCdoB e o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Em Porto Alegre, ocorrerá o "Ato pela Democracia", às 17h, no auditório do Sindicato dos Bancarários. Partidos, centrais sindicais e movimentos organizam.

Em Goiânia, o chamado "Ato em defesa da democracia" começará às 9h, no Cepal do Setor Sul. Está sendo organizado pelo Fórum Goiano em Defesa dos Direitos, da Democracia e da Soberania.

Em Salvador, a Assembleia Legislativa sediará, às 9h, um ato em defesa da democracia e contra o golpe, no Auditório Jornalista Jorge Calmon. O evento reunirá movimentos sociais, centrais sindicais, parlamentares, representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, integrantes do Ministério Público, Defensoria Pública e da União dos Municípios da Bahia (UPB).

Em Campo Grande, ocorrerá, a partir das 17h, no Sintell/MS, um ato com o mote "O Brasil se UNE em defesa da democracia" também. Partidos, centrais sindicais e movimentos estão organizando.

Em João Pessoa, o "Ato pela Vitória da Democracia e Derrota da Extrema Direita" será realizado no Parque Solon de Lucena, organizado por partidos políticas, centrais e movimentos também. O evento está marcado para 15h.

Em Vitória, um ato organizado e convocado pela CUT terá início às 16h30, na Assembleia Legislativa do Espírito Santo. Para Aracaju, a CUT organiza e convoca um para às 8h no calçadão da João Pessoa, próximo ao Museu Palácio Olímpio Campos. A entidade prepara um ato também para o Recife (PE). Terá iníco às 10h, no Monumento Tortura Nunca Mais.

O Movimento Acredito, por sua vez, que tem como cofundadora a deputada federal e pré-candidata a prefeita de São Paulo, Tabata Amaral (PSB-SP), informou à reportagem que não está convocado ato presencial para segunda-feira, para marcar um ano dos ataques, mas que fará uma mobilização nas redes sociais - com publicações relembrando o episódio, celebrando a democracia e cobrando punição adequada a todos os responsáveis.

Brasília

Na capital federal, do ato no Congresso Nacional, denominado "Democracia Inabalada", participarão os presidentes dos Três Poderes, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), os presidentes dos tribunais superiores, o procurador-geral da república, Paulo Gonet, governadores, ministros de Estado, os secretários-executivos dos ministérios, os presidentes de estatais e representantes das organizações da sociedade civil, entre outras pessoas.

A cerimônia começará às 15h, no Salão Negro do Congresso. A Esplanada dos Ministérios ficará fechada da Avenida José Sarney "para baixo", ou seja, parcialmente. Na sexta-feira (5.jan), a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP/DF) informou à reportagem que não havia nenhuma manifestação cadastrada e prevista para ocorrer em Brasília durante o ato no Congresso.

Na manhã deste domingo (7.jan), porém, haverá um ato para marcar o primeito ano do 8 de janeiro no Eixão. Terá início às 10h e está sendo organizado pelos partidos do Fórum Permanente de Oposição ao Governo Ibaneis. A CUT-DF e o diretório do PT do DF estão participando da convocação. O evento foi denominado "Ato em defesa da democracia: sem anistia para os golpistas".

Oposição

Bolsonaristas e os demais opositores do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não devem realizar atos na segunda-feira. Por outro lado, na quinta-feira (4.jan), senadores da oposição divulgaram uma manifestação pública sobre os atos do 8/1. No texto, eles condenam “vigorosamente” os ataques, mas dizem que houve falhas por parte do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para contê-los.

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