Política

Lula bate martelo e Juliana Brizola (PDT) encabeçará chapa ao governo do RS, dizem fontes

Costura coloca o presidente da Conab, Edegar Pretto (PT), como candidato a vice

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Juliana Brizola (PDT) é neta do político gaúcho Leonel Brizola (1922-2004) | Reprodução
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A ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT), neta do político gaúcho Leonel Brizola (1922-2004), será a candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao governo do Rio Grande do Sul. A decisão já está tomada e será anunciada até a próxima semana, segundo apurou o SBT News.

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A indecisão perdurava pela expectativa de que o presidente da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), Edegar Pretto (PT), crescesse nas pesquisas de intenção de voto e se cacifasse como cabeça de chapa. Isso não ocorreu, e Lula aceitou lançar a pedetista – com quem simpatizou em encontro realizado no Planalto em fevereiro.

A chapa completa inclui o deputado e ex-ministro Paulo Pimenta (PT-RS) e a ex-deputada Manuela d'Ávila (Psol) ao Senado, formando uma frente unida na esquerda gaúcha.

Um levantamento do instituto Real Time Big Data divulgado nesta terça-feira (17) mostrou o deputado Zucco (PL-RS) à frente na corrida pelo governo gaúcho, com intenções de voto variando de 31% a 36% em diferentes cenários de primeiro turno.

Na sequência estão Juliana Brizola, que flutua de 24% a 30% das intenções, e Edegar Pretto (PT), com 19% a 27%. Com as candidaturas unidas, a tendência é que a esquerda assuma a frente na corrida até aqui.

Apadrinhado de Eduardo Leite (PDT) na disputa, o vice-governador Gabriel Souza (MDB) varia de 13% a 17%.

A negociação foi articulada com o presidente do PDT, Carlos Lupi, que tem viajado o país costurando outros acordos com petistas nos estados, sobretudo em Minas Gerais e no Paraná.

Em solo mineiro, há negociações em aberto para emplacar o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) como o nome do governo federal na disputa, embora a vontade de Lula ainda seja convencer o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) a aceitar concorrer ao Palácio Tiradentes.

Kalil se filiou ao PDT com a promessa de concorrer ao governo, mas a boa relação com Pacheco pode facilitar a formação de uma chapa. Antes, o senador deverá deixar o PSD, que já tem candidato: o vice-governador Mateus Simões.

No Paraná, está encaminhada para a formação de uma frente com a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT) ao Senado e o deputado estadual Requião Filho (PDT) para governador.

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