Funcionários do BRB são alvos de operação da Polícia Civil sobre esquema milionário
Operação não tem qualquer relação com o Banco Master ou com negociações envolvendo a instituição financeira


Pedro Canguçu
Dois funcionários do Banco de Brasília (BRB), um servidor público federal, empresários e empresas foram alvos de uma operação da Polícia Civil do Distrito Federal na manhã desta quinta-feira (7), que apura um suposto esquema de corrupção e lavagem de dinheiro.
A ação, batizada de Operação Insider, é conduzida pela Delegacia de Repressão à Corrupção (DRCOR/DECOR), com apoio da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social (PRODEP/MPDFT) e da Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro. Segundo a investigação, o grupo é suspeito de movimentar cerca de R$ 15 milhões por meio de transferências consideradas suspeitas, operações com dinheiro em espécie e ocultação patrimonial com compra de veículos de luxo.
A Polícia Civil esclareceu que a operação desta quinta-feira não tem qualquer relação com o Banco Master ou com negociações envolvendo a instituição financeira.
As investigações começaram após o próprio BRB identificar irregularidades em uma agência bancária, incluindo operações suspeitas e descumprimento de regras de compliance.
A polícia também apura possíveis irregularidades envolvendo operações da BRB DTVM, distribuidora de títulos e valores mobiliários do banco. Um dos empregados investigados, responsável pela intermediação de carteiras de ativos, teria participado da venda de três carteiras avaliadas em mais de R$ 60 milhões e recebido valores incompatíveis com os rendimentos declarados.
Parte do dinheiro investigado pode ter origem em uma fraude eletrônica milionária contra empresas privadas, identificada anteriormente. Segundo a PCDF, parte dos recursos chegou a ser bloqueada em contas do BRB.
Ao todo, a operação cumpre 17 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal, Rio de Janeiro e São Paulo. A Justiça também determinou o bloqueio de contas bancárias, de oito veículos de luxo e de um imóvel no Distrito Federal. Os investigados podem responder pelos crimes de corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Somadas, as penas podem chegar a 30 anos de prisão.
Em nota, o governo do Distrito Federal afirmou que “não haverá complacência com qualquer desvio de conduta dentro da instituição” e destacou que o compromisso é preservar a integridade do BRB, garantir transparência nas apurações e assegurar que eventuais responsáveis sejam punidos na forma da lei.
O SBT News entrou em contato com o BRB e aguarda uma nota do banco.









