Receita Federal e PF fazem operação contra fraude fiscal de R$ 770 milhões
Operações Títulos Podres e Consulesa cumprem mandados em MG, SP, RJ, ES e MA; Ao todo, são cumpridos 79 mandados judiciais, entre buscas e prisões


Naiara Ribeiro
A Receita Federal e o Ministério Público, junto com a Polícia Feredral, deflagraram nesta quinta-feira (7) duas operações contra um esquema bilionário de fraude fiscal que usava créditos fiscais fraudulentos, conhecidos como “títulos podres”, para reduzir ou quitar impostos de forma irregular. Segundo os investigadores, os prejuízos aos cofres públicos são estimados em cerca de R$ 770 milhões.
As ações acontecem em 17 cidades de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Maranhão. Ao todo, são cumpridos 79 mandados judiciais, entre buscas e prisões.
De acordo com as investigações, o grupo atuava por meio de escritórios de advocacia, consultorias tributárias e empresas de fachada, oferecendo supostas soluções para diminuir dívidas fiscais. O esquema envolveria empresas e prefeituras, e também teria contado com a participação de servidores públicos para prática de estelionato.
As apurações apontam que a organização criminosa era bem estruturada e usava procurações eletrônicas, contas de terceiros e empresas intermediárias para esconder a movimentação do dinheiro, que caracteriza a prática de lavagem de dinheiro.
A Operação Consulesa, em sua segunda fase, cumpre 29 mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão preventiva em cidades de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Os desvios investigados nesta frente da operação são estimados em cerca de R$ 670 milhões.
Já a Operação Títulos Podres cumpre 40 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão temporária em Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo e Maranhão. Entre os investigados estão ao menos dez advogados. Nesta parte da investigação, o prejuízo estimado é de R$ 100 milhões.
A Justiça Federal também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 32 milhões em bens e valores para tentar garantir o ressarcimento dos danos causados aos cofres públicos.
Segundo os órgãos responsáveis, as investigações continuam para identificar outros envolvidos e dimensionar a extensão das fraudes.









