Venezuela confirma morte de 32 soldados de Cuba durante ação militar dos EUA
Presidente venezuelana interina, Delcy Rodriguez, homenageou combatentes cubanos: "Exemplo de valentia e dignidade"


Giovanna Colossi
Os governos da Venezuela e de Cuba confirmaram nesta segunda-feira (5) a morte de 32 soldados cubanos durante a ação militar dos Estados Unidos que acabou com a captura do ditador Nicolás Maduro e a esposa Cilia Flores no último sábado (3). Uma contagem não oficial, feita pelo jornal norte-americano The New York Times, contabiliza ao menos 80 mortos, entre civis e militares.
Em diferentes comunicados, os ministérios das Relações Exteriores de ambos países homenagearam as vítimas, sem divulgar identidades.
"A República Bolivariana da Venezuela presta homenagem aos 32 combatentes cubanos que ofereceram suas vidas no cumprimento do dever, no âmbito de missões de cooperação e defesa, como consequência do ataque criminoso e infame perpetrado pelo Governo dos Estados Unidos", escreveu Yvan Gil, chanceler venezuelano.
Já as Forças Militares Revolucionárias de Cuba informaram que os combatentes cumpriam missões em representações do Exército e do Ministério do Interior da Venezuela, a pedido do país "irmão".
"Fiéis às suas responsabilidades com a segurança e a defesa, nossos compatriotas cumpriram de forma digna e heroica o seu dever e tombaram, após ferrenha resistência, em combate direto contra os atacantes ou como resultado dos bombardeios às instalações", diz um trecho da nota.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodriguez, também homenageou os combatentes em uma publicação no Instagram. "Voe alto, combatentes! Seu exemplo fica semeado na terra sagrada de Simón Bolívar como exemplo de valentia e dignidade", publicou.









