Adeus à Poupança? Opções rendem mais com baixo risco
É possível acessar investimentos mais rentáveis usando o próprio aplicativo do banco


Dinheiro | Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
Durante décadas, a poupança foi considerada a principal porta de entrada para quem queria guardar dinheiro com segurança. O hábito atravessou gerações e, ainda hoje, milhões de brasileiros mantêm os recursos nela. O que muita gente não sabe é que já existem alternativas igualmente simples, acessíveis e protegidas que podem oferecer rendimentos significativamente maiores.
O Brasil registra cerca de 32 milhões de pessoas que ainda utilizam exclusivamente a caderneta de poupança para guardar dinheiro. Esse número, medido pelos levantamentos mais recentes do Raio X do Investidor Brasileiro, da Anbima, reflete uma mudança gradual de comportamento, à medida que outras modalidades de renda fixa se tornam mais conhecidas e acessíveis.
Mas nos últimos anos, a poupança vem registrando saídas líquidas de recursos. Apenas em 2025, os saques superaram os depósitos em R$ 85,6 bilhões, evidenciando que parte dos brasileiros começou a buscar alternativas com melhor rentabilidade para sua reserva financeira.
Uma das opções mais populares para quem está dando os primeiros passos fora da poupança é o CDB com liquidez diária que remunera próximo de 100% do CDI. Enquanto a poupança rende atualmente cerca de 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR), o equivalente a aproximadamente 70% da Selic quando os juros estão acima de 8,5% ao ano, um CDB que acompanha 100% do CDI tende a entregar uma rentabilidade significativamente superior ao longo do tempo.
Uma simulação simples ajuda a visualizar essa diferença. Considerando uma aplicação de R$ 10 mil durante 12 meses, a poupança pode gerar algo próximo de R$ 600 a R$ 700 de rendimento. Já um CDB com liquidez diária pagando 100% do CDI pode gerar aproximadamente R$ 1.100 a R$ 1.200 no mesmo período, mesmo após a incidência de imposto de renda, praticamente dobrando o retorno em muitos cenários.
O funcionamento também é bastante simples. Diferentemente da poupança, que utiliza a chamada "data de aniversário" para contabilizar seus rendimentos, o CDB rende diariamente nos dias úteis. Isso significa que, caso o investidor precise resgatar o dinheiro antes de completar um mês, não perderá os juros acumulados até aquele momento.
O acesso também deixou de ser uma barreira. Hoje não é necessário abrir conta em corretoras sofisticadas nem possuir grandes quantias para começar. Bancos públicos como Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, além de bancos digitais como Nubank, Inter, C6 Bank e diversas outras instituições, oferecem aplicações desse tipo diretamente no aplicativo utilizado pelos clientes no dia a dia. Em muitos casos, é possível começar com apenas R$ 1, R$ 10 ou R$ 100.
A segurança também costuma surpreender quem está dando os primeiros passos no mundo dos investimentos. Assim como a poupança, os CDBs elegíveis contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que cobre até R$ 250 mil por CPF e por instituição financeira em caso de intervenção ou quebra do banco emissor.
O mais interessante é que essa mudança não exige conhecimento avançado de mercado financeiro. Para a maioria das pessoas, basta acessar a área de investimentos do próprio banco, escolher um CDB com liquidez diária e começar com um valor pequeno. A partir daí, o dinheiro passa a trabalhar de forma mais eficiente sem abrir mão da praticidade e da segurança.
Num país onde milhões de pessoas ainda acreditam que investir é algo complicado ou reservado para quem tem muito dinheiro, a maior barreira talvez não seja financeira. Pode ser apenas a falta de informação.
Pense Nisso!





















