Brasil pode entrar em forte recessão, diz Armínio Fraga
Ao SBT News, ex-presidente do Banco Central também falou sobre o aumento da dívida pública, o corte na taxa de juros e o rombo na previdência
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André de Sena, Amanda Klein, Marcela Mattos, Basília Rodrigues
Notas de R$ 100 e R$ 200 | Agência Brasil
O ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, que ocupou o cargo de 1999 a 2003, disse que o Brasil corre o risco de entrar em recessão em 2027. "As ondas de crédito mostram isso", afirmou, em entrevista ao SBT News nesta quinta-feira (6).
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Segundo ele, muitas pessoas que contraem dívidas no crédito pessoal estão inadimplentes, o setor de varejo se encontra "muito apertado", empresas de outros setores tiveram que entrar em recuperação judicial e o próprio estado brasileiro está endividado. "Espero estar errado, mas pode ser uma repetição do caso da Dilma, onde em dois anos e meio o PIB caiu bastante, caiu mais do que 5% (...) Isso é uma baita de uma recessão. Isso pode acontecer."
Aumento da dívida pública
Dados divulgados pelo Banco Central mostram que a dívida pública encerrou o mês de junho equivalendo a 81,9% do PIB, o que totaliza aproximadamente R$ 10,8 trilhões. De acordo com Fraga, esse cenário sugere que os fundamentos para o Brasil crescer de maneira sustentada não estão "acionados". "O grau de risco da dívida pública tende a aumentar. Não estou falando de risco de default [calote], coisa do gênero. Mas é uma dívida bastante grande, sobretudo quando se leva em conta a taxa de juros que se paga", explicou.
Nesta quarta-feira (5), o Copom anunciou um corte de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, que caiu de 14,25% para 14% ao ano. Segundo o economista, o Brasil vive uma situação tensa, porque o "Banco Central está procurando cumprir sua meta", mas, por ser ano de eleição "o lado do gasto, do crédito está com a força apontada na direção contrária". "Uma consequência disso é que os juros seguem muito altos. Eu venho já de um tempo para cá, ficando crescentemente preocupado com a situação do crédito no Brasil", disse.
O ex-presidente do BC disse que a previdência possui "um déficit enorme e crescente". "É absolutamente crucial uma reforma da previdência profunda, que vá além dos parâmetros mais clássicos, de aumentar um pouquinho a idade de aposentadoria. Eu acho que vai ser preciso um grande repensar."
Ele revelou que está envolvido em um grupo que prepara uma proposta de reforma para ser oferecida "a quem ganhar as eleições".
Brasil pode entrar em forte recessão, diz Armínio FragaAo SBT News, ex-presidente do Banco Central também falou sobre o aumento da dívida pública, o corte na taxa de juros e o rombo na previdênciaEconomia2026-08-06T20:41:40.699ZO ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, que ocupou o cargo de 1999 a 2003, disse que o Brasil corre o risco de entrar em recessão em 2027. "As ondas de crédito mostram isso", afirmou, em entrevista ao SBT News nesta quinta-feira (6). Segundo ele, muitas pessoas que contraem dívidas no crédito pessoal estão inadimplentes, o setor de varejo se encontra "muito apertado", empresas de outros setores tiveram que entrar em recuperação judicial e o próprio estado brasileiro está endividado. "Espero estar errado, mas pode ser uma repetição do caso da Dilma, onde em dois anos e meio o PIB caiu bastante, caiu mais do que 5% (...) Isso é uma baita de uma recessão. Isso pode acontecer." Aumento da dívida pública Dados divulgados pelo Banco Central mostram que , o que totaliza aproximadamente R$ 10,8 trilhões. De acordo com Fraga, esse cenário sugere que os fundamentos para o Brasil crescer de maneira sustentada não estão "acionados". "O grau de risco da dívida pública tende a aumentar. Não estou falando de risco de default [calote], coisa do gênero. Mas é uma dívida bastante grande, sobretudo quando se leva em conta a taxa de juros que se paga", explicou. Redução da taxa Nesta quarta-feira (5),, que caiu de 14,25% para 14% ao ano. Segundo o economista, o Brasil vive uma situação tensa, porque o "Banco Central está procurando cumprir sua meta", mas, por ser ano de eleição "o lado do gasto, do crédito está com a força apontada na direção contrária". "Uma consequência disso é que os juros seguem muito altos. Eu venho já de um tempo para cá, ficando crescentemente preocupado com a situação do crédito no Brasil", disse. Rombo na previdência O ex-presidente do BC disse que a previdência possui "um déficit enorme e crescente". "É absolutamente crucial uma reforma da previdência profunda, que vá além dos parâmetros mais clássicos, de aumentar um pouquinho a idade de aposentadoria. Eu acho que vai ser preciso um grande repensar." Ele revelou que está envolvido em um grupo que prepara uma proposta de reforma para ser oferecida "a quem ganhar as eleições". São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/brasil-pode-entrar-em-forte-recessao-diz-arminio-fraga
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