Dívida bruta sobe a 81,9% do PIB e chega a R$ 10,8 tri
Juros e novas emissões de títulos foram os principais responsáveis pela alta
Caio Barcellos
Banco Central (BC) | Divulgação/Marcello Casal Jr./Agência Brasil
A dívida bruta do governo geral atingiu R$ 10,8 trilhões em junho de 2026, o equivalente a 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB). O indicador subiu 0,9 ponto percentual em relação a maio, informou o Banco Central (BC) nesta sexta-feira (31).
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A dívida bruta reúne as obrigações do governo federal, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e dos governos estaduais e municipais. O indicador não desconta os recursos que o poder público tem em caixa ou irá receber.
Os juros foram o principal fator responsável pelo avanço em junho e acrescentaram 0,8 ponto percentual do PIB à dívida. As emissões líquidas de títulos públicos elevaram a proporção em outros 0,6 ponto.
O crescimento do PIB nominal teve efeito contrário e reduziu a proporção em 0,5 ponto percentual.
No acumulado de 2026, a dívida bruta aumentou 3,3 pontos percentuais do PIB. Os juros acrescentaram 4,9 pontos, enquanto as emissões líquidas de dívida contribuíram com 1,3 ponto.
O crescimento do PIB nominal reduziu o indicador em 2,7 pontos percentuais. A valorização do real diante do dólar retirou outros 0,2 ponto.
Dívida líquida
A dívida líquida do setor público chegou a R$ 9 trilhões em junho, equivalente a 68,5% do PIB. Houve alta de 0,6 ponto percentual em relação a maio.
Diferentemente da dívida bruta, a dívida líquida desconta ativos e créditos do setor público, como as reservas internacionais e recursos que o governo tem a receber.
Em valores nominais, o saldo subiu de R$ 8,90 trilhões em maio para R$ 9,03 trilhões em junho, uma alta de aproximadamente R$ 137 bilhões.
O governo federal concentrava R$ 8,02 trilhões da dívida líquida em junho. Os governos estaduais respondiam por R$ 989,6 bilhões, e os municípios, por R$ 81,9 bilhões.
As empresas estatais tinham dívida líquida de R$ 46,4 bilhões. Nesse cálculo, não são incluídas Petrobras e Eletrobras.
Os juros elevaram a dívida líquida em 0,8 ponto percentual do PIB no mês. O déficit primário acrescentou 0,4 ponto, e outros ajustes da dívida externa líquida contribuíram com 0,1 ponto.
A desvalorização de 2,4% do real diante do dólar reduziu a dívida líquida em 0,2 ponto percentual. A alta do dólar aumenta, em reais, o valor dos ativos externos do país, principalmente das reservas internacionais.
O crescimento do PIB nominal também diminuiu a proporção da dívida líquida em 0,4 ponto percentual.
No acumulado do ano, a dívida líquida cresceu 3,2 pontos percentuais do PIB. Os juros acrescentaram 4,3 pontos, enquanto o déficit primário elevou a relação em 0,6 ponto.
A valorização cambial acumulada de 5,9% teve impacto de 0,6 ponto percentual para cima. Já o crescimento nominal do PIB reduziu o indicador em 2,2 pontos.
Dívida bruta sobe a 81,9% do PIB e chega a R$ 10,8 triJuros e novas emissões de títulos foram os principais responsáveis pela altaEconomia2026-07-31T12:16:17.395ZA dívida bruta do governo geral atingiu R$ 10,8 trilhões em junho de 2026, o equivalente a 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB). O indicador subiu 0,9 ponto percentual em relação a maio, informou o Banco Central (BC) nesta sexta-feira (31). 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. A dívida bruta reúne as obrigações do governo federal, do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e dos governos estaduais e municipais. O indicador não desconta os recursos que o poder público tem em caixa ou irá receber. + Os juros foram o principal fator responsável pelo avanço em junho e acrescentaram 0,8 ponto percentual do PIB à dívida. As emissões líquidas de títulos públicos elevaram a proporção em outros 0,6 ponto. O crescimento do PIB nominal teve efeito contrário e reduziu a proporção em 0,5 ponto percentual. No acumulado de 2026, a dívida bruta aumentou 3,3 pontos percentuais do PIB. Os juros acrescentaram 4,9 pontos, enquanto as emissões líquidas de dívida contribuíram com 1,3 ponto. O crescimento do PIB nominal reduziu o indicador em 2,7 pontos percentuais. A valorização do real diante do dólar retirou outros 0,2 ponto. Dívida líquida A dívida líquida do setor público chegou a R$ 9 trilhões em junho, equivalente a 68,5% do PIB. Houve alta de 0,6 ponto percentual em relação a maio. Diferentemente da dívida bruta, a dívida líquida desconta ativos e créditos do setor público, como as reservas internacionais e recursos que o governo tem a receber. Em valores nominais, o saldo subiu de R$ 8,90 trilhões em maio para R$ 9,03 trilhões em junho, uma alta de aproximadamente R$ 137 bilhões. O governo federal concentrava R$ 8,02 trilhões da dívida líquida em junho. Os governos estaduais respondiam por R$ 989,6 bilhões, e os municípios, por R$ 81,9 bilhões. As empresas estatais tinham dívida líquida de R$ 46,4 bilhões. Nesse cálculo, não são incluídas Petrobras e Eletrobras. Os juros elevaram a dívida líquida em 0,8 ponto percentual do PIB no mês. O déficit primário acrescentou 0,4 ponto, e outros ajustes da dívida externa líquida contribuíram com 0,1 ponto. A desvalorização de 2,4% do real diante do dólar reduziu a dívida líquida em 0,2 ponto percentual. A alta do dólar aumenta, em reais, o valor dos ativos externos do país, principalmente das reservas internacionais. O crescimento do PIB nominal também diminuiu a proporção da dívida líquida em 0,4 ponto percentual. + No acumulado do ano, a dívida líquida cresceu 3,2 pontos percentuais do PIB. Os juros acrescentaram 4,3 pontos, enquanto o déficit primário elevou a relação em 0,6 ponto. A valorização cambial acumulada de 5,9% teve impacto de 0,6 ponto percentual para cima. Já o crescimento nominal do PIB reduziu o indicador em 2,2 pontos.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/divida-bruta-sobe-a-81-9-do-pib-e-chega-a-r-10-8-tri
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