Lula atende a pedidos e faz nova “Carta aos Evangélicos”
Documento repete aceno feito em 2022 e cita fim das bets e 6x1 como gestos de compromisso do presidente com fiéis

Lula recebe orações de fiéis evangélicos, segmento que tem dificuldade de ter maioria contra Flávio Bolsonaro | Ricardo Stuckert/PR
Convencido da necessidade de acenar a fiéis pentecostais e neopentecostais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgará nesta quarta-feira (14) uma nova “Carta aos Evangélicos", como fez nas eleições de 2022.
No documento, Lula assume não ser evangélico, mas relata que conseguiu superar as dificuldades na vida até chegar à Presidência da República “com a proteção divina, orientado por um propósito e missão".
Conforme apurou o SBT News, houve resistência inicial do presidente para repetir o gesto no primeiro turno, mas a necessidade de avançar em várias frentes no esforço para desbancar a vantagem do senador Flávio Bolsonaro (PL) serviu de argumento para convencer Lula a retomar o gesto de quatro anos atrás. A primeira-dama Janja Lula da Silva foi uma das que incentivou a ação internamente.
A carta, por sinal, cutuca discretamente o adversário ao dizer que Lula, ao longo de sua trajetória política, defendeu a família brasileira em ações concretas, e não com “discursos vazios” como “muitos outros fazem".
Há menções também à proibição das bets e ao projeto para acabar com a escala 6x1, previsto para ser votado em dois turnos já nesta quarta, a 11 dias das eleições. Lula diz que esse tempo extra viabiliza, para além do descanso, “mais tempo para estar na igreja em comunhão com os irmãos e em adoração".
Em outro trecho, o presidente diz que não perseguiu evangélicos e nem fechou templos durante seus mandatos, e se compromete a ter um canal aberto com o segmento. “Estou escutando o clamor legítimo e urgente de vocês por mudanças, por segurança, por futuro e prosperidade [...] Eu vou escutar e atender aos anseios de vocês", diz.
Como tem feito ao longo da campanha, o presidente encerra o documento pedindo aos fiéis que orem em busca de se conectar com Deus no momento de escolher em quem votar.
“Sei que, nas famílias evangélicas, tudo se decide em oração. Por isso, conclamo vocês a pedirem discernimento a Deus para fazer a escolha nesta eleição. Vá às urnas com a consciência livre e com a aliança renovada com o nosso amado Brasil".
A carta foi elaborada com auxílio da Frente dos Evangélicos pelo Estado de Direito, movimento criado em 2016 e que faz a ponte do Planalto com fiéis.
Veja imagens do documento:

























