Lulinha virá ao Brasil para depor à PF se for chamado
Defesa do filho do presidente deve evitar depoimento remoto ou por escrito para deixar claro que não há risco de fuga

Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha | Foto: Reprodução
A tendência é que o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, venha ao Brasil depor presencialmente caso seja chamado pela Polícia Federal, apurou o SBT News. O filho mais velho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), investigado por suposto tráfico de influência em órgãos do governo, vive na Espanha.
O assunto tem sido discutido pela defesa de Lulinha. A ideia é deixar claro que não há risco de fuga e que ele não teria problema em retornar ao Brasil. Evitar depoimento remoto ou por escrito é um movimento defendido também por Lula, que se reuniu na noite desta quarta-feira (19) com o advogado Marco Aurélio de Carvalho, integrante da equipe jurídica do filho do presidente.
Lulinha é alvo de três inquéritos da PF que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). Dois deles são relatados pelo ministro André Mendonça e o outro por Flávio Dino. A Procuradoria-Geral da República (PGR) defende que os casos sejam enviados à primeira instância do Judiciário por não envolver pessoa com foro privilegiado.
As investigações relacionadas a Lulinha e a lobista Roberta Luchsinger são derivadas do inquérito que apura as fraudes em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A PF apura se os dois cometeram tráfico de influência em órgãos do governo como o Ministério da Saúde e da Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência Social (Dataprev).
Após a abertura do terceiro inquérito, a defesa de Lulinha criticou a PF por supostos vazamentos na investigação.
"Temos denunciado a instrumentalização de setores da polícia federal a serviço de interesses políticos e eleitorais, em prejuízo da imparcialidade e legalidade que deveriam reger procedimentos criminais”, afirmaram os advogados.
A defesa de Luchsinger também critica as investigações.
"Roberta tem sido alvo de verdadeira campanha difamatória. Sua trajetória foi eclipsada de maneira bastante misógina e preconceituosa, sendo reportada como herdeira, amiga, sócia, representante, socialite ou ainda, mais comum, e de maneira pejorativa, como 'lobista'", dizem os representantes da empresária.
O QG de campanha de Lula tem debatido o impacto eleitoral das suspeitas contra o filho do presidente e também sobre Marco Aurélio Santana, o Marcola, ex-chefe de gabinete no Palácio do Planalto. Até o momento, a aposta é de que o elo de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência, com Daniel Vorcaro supera o desgaste com Lulinha.
Na última sexta-feira (14), Lula disse acreditar nas declarações do filho de que é inocente, mas ponderou que ninguém pedirá o encerramento do caso.
























