Filha de ministro do TCU mira Câmara e quer Lava Jato no DF
Augusto Nardes desiste de antecipar aposentadoria no TCU para disputar eleições e passa o bastão da política para a filha, Cris Nardes


Ministro do TCU Augusto Nardes e a filha Cris Nardes | Reprodução
Filha do ministro Augusto Nardes, do Tribunal de Contas da União (TCU), Cris Nardes decidiu entrar na política. Filiada ao Republicanos, ela pretende concorrer a uma vaga na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) em outubro. O pai desistiu de antecipar a aposentadoria na Corte para disputar as eleições deste ano e passou o bastão da política para a filha.
Com a bandeira anticorrupção, ela terá como mote de campanha a defesa de uma “Lava Jato” no Distrito Federal, diante do escândalo do Banco Master que envolve o Banco de Brasília (BRB). Há suspeitas de que deputados distritais também tenham participado do esquema fraudulento liderado por Daniel Vorcaro. Atualmente, a expectativa maior é pela possível delação do ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa.
A pré-candidata defende que é preciso pelo menos dois anos para “moralizar” a gestão no DF. Se eleita, promete pressionar a Câmara Legislativa pela aprovação de uma Lei de Governança Pública. Em 2019, ela fundou, junto com seu pai, a Rede Governança Brasil (RGB).
Cris Nardes tem a bênção da senadora Damares Alves (Republicanos-DF) para disputar uma vaga na Câmara Legislativa do DF, encontrou-se recentemente com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e busca conselhos do senador Sérgio Moro (PL), pré-candidato ao governo do Paraná e ex-juiz da Lava Jato.
A pré-candidata chegou a ocupar a Secretaria-Executiva de Governança e Compliance do DF, na gestão de Ibaneis Rocha (MDB), em 2019, mas acabou exonerada. Durante o tempo em que esteve no cargo, elaborou um decreto sobre governança pública, que acabou não sendo colocado em prática pelo ex-governador.
Augusto Nardes se aposenta ano que vem do TCU, onde exerce o cargo de ministro desde 2005. Ele cogitou se desligar de forma antecipada da Corte para disputar cargo eletivo pelo Rio Grande do Sul neste ano. No entanto, divisões internas no PP gaúcho o fizeram desistir da ideia.


























