Bolsonaro já deu aval a Flávio para nome ao Senado no RJ
Parte do PL teme que a proibição de contato entre Flávio e Jair impacte a decisão sobre quem disputará o Senado no Rio Janeiro


Ex-presidente Jair Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro | Reprodução
A proibição de contato entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o pai gerou, em parte do PL, o temor de que a definição do candidato do partido ao Senado no Rio pudesse ser afetada. Aliados do pré-candidato à Presidência ouvidos pelo SBT News, porém, afirmam que Jair Bolsonaro já deu aval ao filho para anunciar o nome e que uma nova conversa não será necessária.
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Nesta segunda-feira (13), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), proibiu visitas de Flávio a Jair por 90 dias. A decisão foi tomada após o senador divulgar nas redes sociais uma carta escrita a mão pelo pai.
O magistrado entendeu que houve descumprimento de ordem judicial que impede o ex-presidente de se manifestar em plataformas digitais, diretamente ou por intermédio de terceiros. Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após ser condenado por tentativa de golpe de Estado.
Parte do bolsonarismo aposta que Flávio e Jair decidiram, em conjunto, lançar o deputado Carlos Jordy (PL-RJ) ao Senado, na vaga aberta com a desistência do ex-governador Cláudio Castro (PL-RJ).
Aliados dizem, contudo, que o anúncio ainda não foi feito porque há temor de que Jordy seja alvo de operação da Polícia Federal caso seu nome seja confirmado muito antes da convenção partidária.
Recentemente, pessoas próximas ao líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), que chegou a ser cotado para o Senado, foram alvo da PF. A investigação, que apura suposto desvio de cotas parlamentares, também envolve Jordy.
O senador Carlos Portinho (PL-RJ) é outra opção para o posto. Ele deseja concorrer à reeleição e é visto por uma ala do partido como uma alternativa caso a candidatura de Jordy se torne inviável.
A segunda vaga ao Senado na chapa de Douglas Ruas (PL), que disputará o governo, era de Márcio Canella (União), preso na semana passada pela PF. Integrantes do PL dizem que um novo nome para a disputa depende ainda de definição da federação União-PP.























