Campanha de Flávio usa decisão de Moraes para atrair eleitor
Pré-candidato publica comparações da prisão de Jair Bolsonaro com a de Lula. Aliados confiam em resgate do clima de 2018 e saldo positivo de votos para Flávio


O senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) e o ministro do STF Alexandre de Moraes | Geraldo Magela/Agência Senado e Rosinei Coutinho/STF
Aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apostam no aumento das intenções de votos do presidenciável impulsionado pela decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Isso porque Moraes proibiu visitas de Flávio a Jair Bolsonaro por 90 dias, depois que o senador divulgou uma carta aos brasileiros, escrita pelo ex-presidente durante o regime domiciliar.
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Integrantes da campanha de Flávio avaliaram que a decisão corrobora o discurso de perseguição política e pode somar votos decisivos para a vitória de Flávio ainda no primeiro turno.
A percepção indica que a campanha irá explorar os impactos da decisão.
Na noite desta segunda-feira (13), o perfil nas redes sociais de Flávio publicou uma seleção de reportagens em que compara a situação do pai preso com a prisão do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em 2018.
As postagens lembram que Lula teria escrito bilhetes e cartas durante a prisão. Em 2019, uma das cartas foi lida para imprensa pelo então advogado Cristiano Zanin. A publicação compara ainda nível de restrições para visitas e concessão de entrevistas.
Não há menção às diferenças entre as prisões. Enquanto Bolsonaro cumpre sentença após trânsito em julgado, quando não há mais recursos, Lula estava sob prisão provisória e ainda não havia esgotado as possibilidades de embargos na justiça. Também, ao contrário de Bolsonaro, Lula não descumpriu restrições da própria prisão.
A comparação é estratégica, vem para resgatar indignação do eleitorado que se identificou com Jair Bolsonaro contra o campo lulista, nas eleições de 2018.
Preso, Bolsonaro está submetido, desde o início, à regra que impede uso das redes sociais direta ou indiretamente. Portanto, nenhuma foto, vídeo ou outro conteúdo feito na atual condição de Bolsonaro pode ser publicado nas redes dele, nem de terceiro.
Com base nisso, Moraes puniu a divulgação da carta por Flávio Bolsonaro, no sábado (11).






















