Contra crise, Correios vão vender imóveis com 25% de deságio
Estatal busca fazer caixa e quer se desfazer de 37 imóveis distribuídos pelo País


Correios | Divulgação/Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em busca de caixa para enfrentar uma crise financeira sem precedentes, os Correios decidiram vender imóveis com até 25% de deságio — ou seja, por três quartos do valor de mercado. Ao todo, 37 imóveis em 14 estados brasileiros são ofertados em leilões marcados para os dias 18, 24 e 25 de junho.
Os Correios registraram um prejuízo de R$ 3,1 bilhões no primeiro trimestre de 2026, valor 82,35% maior do que o apurado no mesmo período do ano passado.
A expectativa é de um rombo recorde até o final do ano, superando os R$ 8,5 bilhões de todo 2025. A estatal tem buscado medidas saneadoras, como planos de demissão voluntária e vendas de imóveis.
No portfólio de ofertas, os Correios vão tentar se desfazer, por exemplo, de um prédio comercial de dois pavimentos no centro de Erechim (RS), com terreno de 800 m² e área construída de 610 m². Nunca oferecido ao mercado, o imóvel está desocupado e é avaliado R$ 3,4 milhões, mas o valor mínimo recua para R$ 2,8 milhões na terceira oferta, informa a empresa. O
Também serão ofertados imóveis que a estatal já tentou vender e não conseguiu. É o caso do Complexo Baumann, na Vila Leopoldina, em São Paulo (SP) Com 20.718 m² de área construída, o prédio avaliado em R$ 135,1 milhões poderá ser vendido por R$ 101,3 milhões, valor 25% menor.
Outro bem dessa escala, ou seja, que voltará ao “saldão” da estatal em crise, é o complexo da Avenida Paulo VI, em Salvador (BA). Trata-se de um edifício empresarial de 20 andares, com 41.947 m² de área construída. O conjunto está avaliado em R$ 130,3 milhões, e valor de oportunidade será R$ 97,8 milhões na terceira oferta.
A cartela de imóveis à venda inclui ainda bens localizados em Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Rondônia.

























