STF e TSE divergem sobre atuação dos EUA nas eleições
Entorno de Nunes Marques minimiza articulação para vinda de funcionários de Marco Rubio para o Brasil

STF e TSE divergem sobre atuação dos EUA nas eleições | Foto: Antonio Augusto/TSE
As cúpulas do STF e do TSE discordam da forma como as instituições devem responder à negativa de vistos a autoridades dos Estados Unidos para entrarem no Brasil.
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Ministros do Supremo afirmam que os assessores de Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, viriam ao Brasil para lançar dúvidas sobre as urnas eletrônicas. Querem uma resposta dura do TSE.
Já o entorno do presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, minimiza a história. Defende que não dá para saber se os americanos viriam questionar o sistema eleitoral e que se trata de uma narrativa favorável ao governo.
Com essa leitura, a cúpula do TSE decidiu não se manifestar em desapreço à ação americana.
No dia 17 de agosto, Nunes Marques se reunirá com representantes de embaixadas com sede em Brasília para detalhar a segurança e a confiabilidade das urnas eletrônicas. Os americanos foram convidados.
O caso foi revelado pelo jornal "The Washington Post". Dois assessores do Departamento de Estado dos EUA foram escalados para viajar ao Brasil para levantar dúvidas sobre o sistema eleitoral brasileiro.
Um ofício com pedido de reunião chegou a ser enviado neste mês pela Embaixada dos Estados Unidos ao gabinete de Nunes Marques no TSE.
Não havia, no documento, o nome dos representantes dos EUA nem detalhes sobre a pauta a ser abordada, segundo relatos de integrantes do TSE que tiveram acesso ao ofício.
A reunião não foi marcada pela presidência do TSE, que esperava o fim do recesso do Judiciário para escolher uma data.
Vistos negados
O Ministério das Relações Exteriores negou os vistos solicitados pelo governo americano para os funcionários do Departamento de Estado Riley Barnes e Samuel Samson.
Os pedidos de visto foram feitos no dia 20 de julho. No dia seguinte, Flávio Bolsonaro levantou suspeitas falsas sobre as urnas eletrônicas em reunião com embaixadores.
O governo brasileiro viu na atuação do governo dos EUA um risco para a segurança das eleições gerais de outubro e decidiu negar os vistos.

























