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Advogado carioca: laudo aponta uso de álcool e cetamina

Exame toxicológico de advogado morto na Vila Madalena aponta para uma infecção aguda por conta das substâncias

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Fabio Diamante, Robinson Cerantula

O laudo toxicológico do advogado carioca Pedro Ely Cordeiro dos Santos, de 43 anos, encontrado morto na Vila Madalena, em São Paulo, apontou a presença de álcool e cetamina no organismo, o que teria causado uma intoxicação aguda. Apesar do resultado, o caso está sendo investigado como suspeita de latrocínio.

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Segundo o exame, havia 26 decigramas por litro de álcool no sangue, além da presença de cetamina e norcetamina. A conclusão do laudo é de "intoxicação exógena aguda por associação de substâncias depressoras do SNC (álcool etílico + cetamina)".

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A cetamina é uma substância, de uso veterinário, com efeito anestésico e depressor do sistema nervoso central. A presença da norcetamina indica a metabolização da substância pelo organismo.

O caso pode ser tratado como suspeita de latrocínio, roubo seguido de morte. A hipótese ganhou força após a identificação de tentativas de realizar duas transações de R$ 8 mil cada com o cartão de Pedro.

Além disso, o advogado foi encontrado sem documentos e o celular dele não foi localizado. A investigação busca esclarecer se houve subtração de bens e se a morte pode ter ocorrido durante ou em consequência de uma ação criminosa.

Relembre o caso

Pedro Ely foi encontrado morto na madrugada de 10 de julho, na rua Fradique Coutinho. Imagens de câmeras de segurança obtidas pela Polícia Civil mostram os últimos momentos do advogado cerca de 40 minutos antes da morte.

Nas gravações, ele aparece entrando em uma tabacaria acompanhado de um homem ainda não identificado. Os dois conversam normalmente. Pouco depois, Pedro caiu na calçada, próximo ao estabelecimento, e morreu no local.

A Polícia Civil tenta identificar o homem que estava com o advogado. O acompanhante é considerado uma pessoa importante para esclarecer as circunstâncias que antecederam a morte.

Pedro estava sem documentos quando foi localizado. O celular dele também não foi encontrado, o que levou os investigadores a apurar outras circunstâncias do caso.

A polícia identificou ainda tentativas de movimentação financeira após a morte. Foram realizadas duas tentativas de transação de R$ 8 mil cada utilizando o cartão do advogado. As operações foram bloqueadas pelo banco e não chegaram a ser autorizadas.

O corpo de Pedro foi identificado pela família no Instituto Médico Legal (IML) em 14 de julho, quatro dias depois de ele ser encontrado morto.

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