Quaest: Eleitor independente tem maior rejeição a Flávio
Pesquisa mostra que segmento, considerado estratégico na disputa, passou a adotar distância do senador do PL


Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Divulgação/Saulo Cruz/Agência Senado
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é o pré-candidato à Presidência da República mais rejeitado entre os eleitores independentes, aponta pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10). O segmento é apontado por estrategistas políticos como crucial para romper a polarização e definir a eleição deste ano.
Conforme os dados, 64% dos independentes afirmam conhecer Flávio Bolsonaro e não votar nele, enquanto 27% demonstram apoio ao senador. Em relação ao presidente Lula (PT), 59% conhecem e não votam no petista, enquanto 37% indicam apoiá-lo.
O levantamento também mostrou que Flávio Bolsonaro registrou um tombo de sete pontos entre o eleitor independente no último mês. Em maio, 31% diziam votar nele em um eventual segundo turno contra Lula, mas agora esse percentual chegou ao patamar de 24%.
No último mês, o senador enfrentou um desgaste com as revelações das conversas entre ele e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e foi acusado pelo governo Lula de atrapalhar as negociações entre o Brasil e os Estados Unidos envolvendo o tarifaço.
Pesquisa Genial/Quaest desta quarta também indicou que o presidente Lula abriu uma diferença de seis pontos em relação a Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno, registrando 44% das intenções de voto, contra 38% do senador. Em maio, a diferença era de apenas um ponto - Lula tinha 42% das intenções de voto, e Flávio, 41%.
Zema e Caiado: desconhecidos entre os independentes
O levantamento também apontou que a maioria do eleitorado independente diz não conhecer os pré-candidatos à Presidência Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD).
Conforme o levantamento, 63% não conhecem Zema, enquanto 60% desconhecem Caiado - neste segmento, apenas 15% dizem conhecer os pré-candidatos do PSD e do Novo e votar neles. Tentando correr na terceira via, os dois ex-governadores têm maior adesão entre a direita não-bolsonarista, registrando cerca de 40% no índice de conhecimento e indicação de voto entre o grupo.

























