Eduardo repete embate com Novo, que descarta romper com PL
Filho Zero Três defendeu afastamento entre legendas após Romeu Zema voltar a criticar Flávio Bolsonaro


Eduardo Bolsonaro
Integrantes do Novo minimizam as chances de um rompimento do partido com o PL e afirmam que o ex-deputado Eduardo Bolsonaro tenta “ganhar no grito”, segundo palavras desses dirigentes.
Eles dizem ainda que o filho do ex-presidente vem sendo ignorado inclusive dentro do seu próprio partido.
Lideranças do Novo afirmam nos bastidores terem dúvidas da candidatura de Flávio Bolsonaro à presidência da República e, por isso, veem como “coerente” a posição do pré-candidato Romeu Zema (Novo) de criticar o senador desde que ficou conhecida a relação de proximidade dele com Daniel Vorcaro.
As declarações, feitas ao SBT News por lideranças da legenda sob anonimato, acontecem após Eduardo voltar a atacar Romeu Zema.
Na última sexta-feira (12), Zema se disse “indignado” com a relação entre Flávio e Vorcaro e afirmou que não vai “mudar em nada” a sua postura. “Para mim, quem anda com bandido merece ser visto com cautela”, afirmou o pré-candidato em entrevista ao Brasil Paralelo.
Em uma rede social, o filho Zero Três escreveu que o ex-governador tem uma “postura vagabunda”, disse que Zema critica “apenas porque queria estar no lugar do Flávio” e defendeu ainda um rompimento total com o partido Novo.
Antes, Eduardo passou a encampar o nome da deputada Júlia Zanatta (PL-SC) para a vice de Flávio, posição que no passado já foi aventada para ser ocupada pelo ex-governador de Minas. “Agora, bota um vice igual ao Zema, que você tanto ama, para ver como será”, escreveu o ex-deputado.
Lideranças do Novo minimizam a influência interna de Eduardo Bolsonaro e dizem que o ex-deputado, por estar distante, parece estar “querendo chamar atenção”. Esses caciques da legenda acrescentam que também parte do filho Zero Três fazer críticas até mesmo para integrantes do PL, citando divergências internas envolvendo o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Caciques do partido já tiveram conversas com o coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, o senador Rogério Marinho (PL-RN), para dizer não ter a intenção de um afastamento e ressaltar, inclusive, os riscos que a cisão traria aos palanques do PL.
Novo e PL compõem chapas estratégicas em Santa Catarina, com Adriano Silva (Novo) como vice de Jorginho Mello (PL); no Rio Grande do Sul, com Marcel Van Hatten (Novo) na disputa ao Senado na chapa de Luciano Zucco (PL), e com Deltan Dallagnol (Novo) também na corrida ao Senado no palanque de Sergio Moro (PL).
Um rompimento, dizem membros do Novo, poderia acabar beneficiando candidaturas de esquerda.
Apesar de minimizar os riscos de um afastamento, parlamentares do Novo já expressaram a Zema que estão sofrendo desgastes e passaram a ser questionados também por eleitores bolsonaristas.
Interlocutores do ex-governador, no entanto, dizem que ele está sendo coerente em suas declarações sobre Flávio Bolsonaro, já que historicamente adotou uma postura crítica sobre as relações mantidas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Além disso, aliados de Zema avaliam que Flávio pode sofrer novos desgastes envolvendo o caso Master e dizem acreditar que ele pode acabar sequer saindo candidato, o que poderia favorecer a candidatura do ex-governador.
Flávio Bolsonaro, por outro lado, afirma que não há mais nenhuma revelação envolvendo Vorcaro e que manterá sua candidatura até o fim.

























