Política

Líder do PCdoB defende discurso de soberania para Lula

Deputada diz que segue enviando informações sobre caso Master para congressistas americanos

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Basília Rodrigues , Anita Prado
Jandira Feghali (PCdoB-RJ) | Reprodução

Jandira Feghali (PCdoB-RJ) | Reprodução

A líder do PCdoB, deputada Jandira Feghali, afirmou ao SBT News ver risco de os Estados Unidos influenciarem as eleições brasileiras. Para a líder de esquerda, o pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tem apoio do governo americano na disputa, enquanto Lula (PT) não teria.

“Trump vai tentar incidir sobre a democracia do Brasil. O sistema já escolheu seu candidato e ele não é Lula. O Luiz Inácio Lula da Silva não é o candidato de Trump. Eles não querem Lula porque para expropriar riquezas e submeter o Brasil aos interesses deles, o candidato deles é o Flávio para que os interesses norte-americanos sejam validados”, afirmou ao programa Sala de Imprensa.

Jandira é uma das aliadas de Lula que mais defendem a soberania como discurso de campanha. “Eles entendem que nós somos o quintal deles, mas nós não somos colônia de ninguém”, disse.

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“Eles olham para nós como riqueza a ser expropriada e é o que Flávio entrega para eles. Eles precisam das nossas riquezas para enfrentar a força e potência da economia chinesa. Eles já começaram a se meter aqui, com as plataformas, que são deles”, disse.

A deputada fez parte de um grupo de parlamentares progressistas recebido por congressistas americanos, aos quais apresentou pedido para investigar o repasse de recursos do banqueiro do Master, Daniel Vorcaro, para o filme ‘Dark Horse’, que conta a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Ela conta que o grupo segue enviando informações sobre a investigação do Master.

“Eles não sabiam do nível de detalhamento do caso, ficaram surpresos. O dinheiro saiu da grande fraude financeira, o Master, e foi transferido para os Estados Unidos, para um fundo localizado no Texas, e administrado pelo advogado de Eduardo Bolsonaro, onde, aliás, Eduardo reside e já comprou uma casa”, disse.

“[O dinheiro] pode servir para subornar autoridades americanas, para acúmulo patrimonial de Bolsonaro, ou pode até mesmo voltar para o Brasil, para esquentar campanha, na forma de comunicação, de ambiente digital. Como nós não temos como investigar lá, nós só podemos pedir que façam isso”, observou.

Eduardo Bolsonaro tem negado que o dinheiro enviado por Vorcaro para o financiamento do filme sobre seu pai tenha custeado suas despesas nos Estados Unidos.

Perguntada sobre a proximidade de executivos do Master com integrantes da esquerda, Jandira retrucou.

“Associam [caso Master] com Lula por má-fé. O banco Máxima consegue virar Master na gestão do Roberto Campos [ex-presidente do BC] do governo Bolsonaro. Quintuplica de patrimônio no governo Bolsonaro. Todas medidas provisórias que foram feitas para facilitar o Master foram no governo Bolsonaro. Quem investigou e quem está punindo é o governo Lula”, ressaltou.

A parlamentar disse que não assinou o pedido de criação da CPI do Master formulado pelo PL, mas que aderiu aos outros pedidos de comissão investigativa sobre o banco. Ela não acredita na criação da CPI, mesmo após as eleições.

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