Kassio estimava 1 milhão de diferença de votos
Presidente do TSE previa críticas às urnas e judicialização sobre aferição dos votos, mas esperava diferença menor entre Lula e Flávio

Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, vota em Brasília no segundo turno das eleições de 2026 | Divulgação/TSE
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, chegou a estimar, segundo interlocutores, que as eleições registrariam uma diferença de 1 milhão de votos entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Ele também avaliava que, qualquer que fosse o derrotado, haveria muitas queixas contra as urnas.
A expectativa não se confirmou: Lula venceu o pleito com uma diferença de 4,4 milhões de votos.
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A interlocutores, Marques afirmou que, em um cenário de vitória de Flávio, questionamentos às urnas poderiam expor o PT a contradições, já que o partido havia defendido a aferição dos votos nas eleições anteriores.
Com o resultado deste ano e a derrota de Flávio, Nunes Marques virou alvo preferencial de bolsonaristas, assim como as urnas eletrônicas.
Ataques às urnas
Os ataques às urnas eletrônicas têm marcado as eleições para presidente da República no Brasil na última década. Em 2018, ganhou força uma proposta de voto impresso, que acabou não sendo aprovada. No pleito de 2022, o Partido Liberal (PL) apresentou um relatório e pediu a anulação de parte dos votos, o que poderia favorecer a vitória do então presidente Jair Bolsonaro. Na ocasião, o PT e partidos aliados, que saíram vitoriosos, rebateram os questionamentos.
Como presidente do TSE, o ministro determinou “ação total” do departamento de Tecnologia da Informação (TI) do tribunal para evitar invasões de hackers ao sistema, como parte das medidas para assegurar a confiabilidade das urnas. Marques também realizou reuniões com a equipe do tribunal sobre segurança cibernética, tema tratado como prioritário.
Na quarta-feira (21), os acessos à rede interna do prédio do tribunal foram limitados, providência comum neste período, considerado crítico para a Justiça Eleitoral. Em 2024, durante o período eleitoral, fontes do tribunal afirmam que foram registrados 3,5 milhões de ataques hackers, interceptados pelos mecanismos de proteção do sistema.
























