Eleições

“É com ele que vou trabalhar”, diz Lula sobre Congresso

Presidente comentou avaliações de que composição mais conservadora dificultará novo mandato

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Camila Stucaluc
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Ricardo Stuckert

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) | Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, na noite de domingo (25), que trabalhará em conjunto com o Congresso Nacional eleito, apesar de uma composição mais conservadora a partir de 2027. A fala foi dada após avaliações de que o novo formato do legislativo dificultará o novo mandato do petista.

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“Já tem gente falando que terei dificuldade para governar porque o Congresso está mais conservador. Foi o povo que escolheu o Congresso. E é com ele que eu vou trabalhar e aprovar as coisas”, disse Lula.

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"Se depender de mim, esse país só tem que ser civilizado, esse país tem uma Constituição. Ninguém é obrigado a gostar do presidente eleito, mas ele foi eleito para governar para todos e ele foi eleito para governar com base no respeito à Constituição", acrescentou o presidente.

Reeleito para o quarto mandato, Lula encontrará um Congresso mais desafiador a partir de 2027, ano em que o Partido Liberal (PL) formará maioria tanto na Câmara como no Senado. Somando as duas Casas, a sigla chega a 150 parlamentares, 36 a mais do que em 2022.

Além disso, partidos de centro como PP, União Brasil, Republicanos, Podemos e Novo declararam apoio a Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições. Juntas, as siglas somam 245 deputados e 51 senadores. O PT, por sua vez, ficará com 79 cadeiras no Congresso.

Essa composição tende a dificultar a aprovação de propostas de Lula, bem como derrubar eventuais vetos presidenciais. Para especialistas, o presidente deverá reconstruir sua base de apoio a partir de uma adesão dos parlamentares ao governo, negociando com diferentes partidos.

“A grande questão é que o Centrão vai ter que se posicionar. Ou vai se encostar ao governo para fazer uma frente ampla contra a oposição, ou em alguns momentos vai ser um pêndulo. Ou seja, hora tende a cair para a oposição dependendo da pauta e hora tende a voltar com o governo”, avalia o cientista político Elias Tavares.

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