Dino proíbe Mario Frias de deixar país
Deputado federal é alvo de operação sobre o financiamento do filme 'Dark Horse', cinebiografia de Jair Bolsonaro

Força-tarefa sobre "Dark Horse" apura suspeita de uso irregular de emendas e tem como principal alvo o deputado Mario Frias (PL-SP) | Divulgação
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, proibiu o deputado federal Mario Frias (PL-RJ) de deixar o país e de manter contato com investigados na operação Make Up, que apura desvios de recursos públicos para o filme Dark Horse.
Frias é obrigado a entregar seu passaporte para a Polícia Federal.
A proibição vale também para outras 28 pessoas, entre elas a empresária Karina Gama, dona da produtora Go Up, responsável pelo filme, e também do Instituto Conhecer Brasil (ICB), que mantém contrato de R$ 157 milhões com a Prefeitura de São Paulo para instalar wi-fi na periferia da capital paulista.
Dino determinou a suspensão de destinação de recursos para o ICB e também para Academia Nacional de Cultura (ANC), investigada no esquema. A decisão suspende até mesmo o funcionamento dessas empresas.
A investigação averigua suposto repasse de recursos oriundos de emendas parlamentares para a produção do filme, por meio de fomento para a ONG.
Agentes cumprem, ao todo, 49 mandados de busca e apreensão no Ceará, no Distrito Federal, no Rio de Janeiro e em São Paulo. A Controladoria-Geral da União (CGU) deu apoio à PF na operação.

Armas de fogo de Frias foram apreendidas em endereço do parlamentar em Brasília. Ele tem posse, mas itens estão registrados em São Paulo.
Apurações apontam que agentes públicos e privados atuavam em uma organização criminosa repassando valores recebidos para "empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços contratados".
"As tentativas de dissimular os desvios teriam se estendidos até julho deste ano", afirmou a PF.
A PF ainda apontou que levantamentos financeiros indicaram "movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado".
Os alvos podem responder por crimes de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.






















