Governo pede que STF acelere julgamento sobre plataformas digitais
Supremo julga dois casos de repercussão geral sobre responsabilidade das redes sociais em relação a publicações de usuários
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Vinícius Nunes
07/02/2025, 14:27 • Atualizado em 07/02/2025, 14:33
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Sede do Supremo Tribunal Federal (STF) | Divulgação/Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O governo federal, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), encaminhou nesta sexta-feira (7) uma petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando prioridade nos julgamentos de dois Recursos Extraordinários (REs) sobre o Marco Civil da Internet. Os casos discutem a responsabilidade das redes sociais em relação a conteúdos publicados pelos usuários.
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No texto, a AGU sustenta que a mudança dos Termos de Uso da Meta (controladora de Instagram, Facebook, WhatsApp e Threads) configura em uma violação das "garantias constitucionais, legais e jurisprudenciais" vigentes no Brasil.
A AGU diz que o afrouxamento das regras fez com que a big tech permitisse discursos de ódio contra a população LGBTQIA+, minorias raciais e imigrantes. A Advocacia pede que seja juntado aos processos a ata da audiência pública, promovida em 22 de janeiro, em que se discutiu as novas regras de moderação da Meta.
Na ocasião, nem Meta, nem X ou TikTok enviaram representantes à reunião, que contou com especialistas e organizações da sociedade civil debatendo sobre o tema.
Julgamentos
O Supremo julga dois REs, com repercussão geral, sobre a responsabilidade das plataformas sobre o conteúdo postado – presentes em trechos do Marco Civil da Internet.
O ministro Dias Toffoli, relator do RE nº 1.307.396, já proferiu seu voto em dezembro do ano passado e defendeu que a Justiça considere as redes sociais responsáveis pelos conteúdos ilegais postados pelos usuários. Com o entendimento, as redes se tornam obrigadas a retirar as postagens de forma imediata, sem esperar por uma ordem judicial.
Já o ministro Luiz Fux, relator do RE nº 1.057.258, defendeu que as plataformas devem monitorar e remover publicações que violem direitos fundamentais, como discurso de ódio, racismo, pedofilia, incitação à violência e apologia a golpe de Estado.
O ministro afirmou que a regra atual do Marco Civil é inconstitucional, pois dá uma espécie de imunidade civil às empresas.
Governo pede que STF acelere julgamento sobre plataformas digitaisSupremo julga dois casos de repercussão geral sobre responsabilidade das redes sociais em relação a publicações de usuáriosTecnologia2025-02-07T14:27:27.112ZO governo federal, por meio da Advocacia-Geral da União (AGU), encaminhou nesta sexta-feira (7) uma petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) solicitando prioridade nos julgamentos de dois Recursos Extraordinários (REs) sobre o Marco Civil da Internet. Os casos discutem a responsabilidade das redes sociais em relação a conteúdos publicados pelos usuários. No texto, a AGU sustenta que a mudança dos Termos de Uso da Meta (controladora de Instagram, Facebook, WhatsApp e Threads) configura em uma violação das "garantias constitucionais, legais e jurisprudenciais" vigentes no Brasil. A AGU diz que o afrouxamento das regras fez com que a big tech permitisse discursos de ódio contra a população LGBTQIA+, minorias raciais e imigrantes. A Advocacia pede que seja juntado aos processos a ata da audiência pública, promovida em 22 de janeiro, em que se discutiu as novas regras de moderação da Meta. Na ocasião, nem Meta, nem X ou TikTok enviaram representantes à reunião, que contou com especialistas e organizações da sociedade civil debatendo sobre o tema. Julgamentos O Supremo julga dois REs, com repercussão geral, sobre a responsabilidade das plataformas sobre o conteúdo postado – presentes em trechos do Marco Civil da Internet. O ministro Dias Toffoli, relator do RE nº 1.307.396, já proferiu seu voto em dezembro do ano passado e defendeu que a Justiça considere as redes sociais responsáveis pelos conteúdos ilegais postados pelos usuários. Com o entendimento, as redes se tornam obrigadas a retirar as postagens de forma imediata, sem esperar por uma ordem judicial. Já o ministro Luiz Fux, relator do RE nº 1.057.258, defendeu que as plataformas devem monitorar e remover publicações que violem direitos fundamentais, como discurso de ódio, racismo, pedofilia, incitação à violência e apologia a golpe de Estado. O ministro afirmou que a regra atual do Marco Civil é inconstitucional, pois dá uma espécie de imunidade civil às empresas.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/tecnologia/governo-pede-que-stf-acelere-julgamento-sobre-plataformas-digitais
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