Especialistas dão dicas de como pequenas e médias empresas podem se proteger de ciberataques
Brasil é um dos países mais visados em termos de crimes cibernéticos; 63% das vítimas são pequenas e médias empresas
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Samir Mello
30/06/2024, 09:28 • Atualizado em 30/06/2024, 09:28
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Investimento nas áreas da tecnologia tende a diminuir os problemas envolvendo ataques cibernéticos | Unsplash
De acordo com uma pesquisa realizada pela Kaspersky, empresa global de cibersegurança e privacidade digital, há uma tendência de crescimento dos ciberataques, dos quais 63% das vítimas são pequenas e médias empresas (PMEs).
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A Kaspersky revela que, no período entre outubro de 2022 e outubro de 2023, foram bloqueadas 192 milhões de tentativas de ataques contra pequenas e médias organizações, uma média de 526 mil bloqueios diários ou 365 detecções por minuto. O Brasil é um dos países mais atacados no mundo.
"Algumas questões impulsionam o Brasil a estar entre os países mais atacados. Entre elas, o crescimento da digitalização, com cada vez mais pessoas no país utilizando serviços on-line. Isso amplia a superfície de ataque para cibercriminosos, que exploram vulnerabilidades em sistemas digitais para obter ganhos ilícitos", explica Marta Helena Schuh, diretora de Seguros Cibernéticos e Tecnológicos da Howden Brasil.
"Outro motivo é a baixa maturidade em segurança cibernética. Na esfera corporativa, a maioria das empresas brasileiras ainda não possuem um nível adequado de conhecimento no tema, o que as torna suscetíveis a ataques", completa.
Segundo Schuh, essas ações são importantes porque as PMEs são um pilar importante da economia. "Além de empregarem milhares de pessoas, elas representam cerca de 54% do PIB, com uma estimativa de 19 milhões de micro e pequenas empresas. Embora as PMEs tenham adotado sistemas, automação nas fábricas e uso de dados em diversos setores, elas não investiram em segurança e percebemos que elas precisam de ajuda para melhorar sua maturidade e adotar práticas de governança digital", diz.
Entre as práticas mais comuns de ataque, está ophishing, que envolve envio de links falsos por WhatsApp e mensagens com temas financeiros com o objetivo de roubo de credencial do internet banking. Nycholas Szucko, especialista em cibersegurança e conselheiro do SDL, responsável pela maior pesquisa de cibersegurança do Brasil, revela que, em 2023, o faturamento global dos cibercriminosos ultrapassou os US$ 10 trilhões.
"O desafio de empreender, com o objetivo diário de aumentar o faturamento para se tornar rentável, crescer ainda mais e eventualmente melhorar a margem visando um IPO, muitas vezes faz com que pequenas e médias empresas deixem de investir tempo, foco ou recursos em privacidade e cibersegurança", acrescenta.
Entre as recomendações de especialistas para reforçar a segurança cibernética, estão práticas como:
>Treinamento de funcionários sobre medidas básicas de segurança na internet;
>Instalação de soluções de proteção corporativa para pequenas e médias empresas;
>Configuração de política de acesso para ativos corporativos, incluindo caixas de e-mail, pastas compartilhadas e documentos on-line, mantendo-a sempre atualizada e removendo o acesso caso um funcionário não precise mais utilizar os dados para realizar o seu trabalho ou quando sair da empresa;
>Auxílio de profissionais especializados em segurança cibernética.
Especialistas dão dicas de como pequenas e médias empresas podem se proteger de ciberataquesBrasil é um dos países mais visados em termos de crimes cibernéticos; 63% das vítimas são pequenas e médias empresasTecnologia2024-06-30T09:28:09.997ZDe acordo com uma pesquisa realizada pela Kaspersky, empresa global de cibersegurança e privacidade digital, há uma tendência de crescimento dos ciberataques, dos quais 63% das vítimas são pequenas e médias empresas (PMEs). A Kaspersky revela que, no período entre outubro de 2022 e outubro de 2023, foram bloqueadas 192 milhões de tentativas de ataques contra pequenas e médias organizações, uma média de 526 mil bloqueios diários ou 365 detecções por minuto. O Brasil é um dos países mais atacados no mundo. "Algumas questões impulsionam o Brasil a estar entre os países mais atacados. Entre elas, o crescimento da digitalização, com cada vez mais pessoas no país utilizando serviços on-line. Isso amplia a superfície de ataque para cibercriminosos, que exploram vulnerabilidades em sistemas digitais para obter ganhos ilícitos", explica Marta Helena Schuh, diretora de Seguros Cibernéticos e Tecnológicos da Howden Brasil. "Outro motivo é a baixa maturidade em segurança cibernética. Na esfera corporativa, a maioria das empresas brasileiras ainda não possuem um nível adequado de conhecimento no tema, o que as torna suscetíveis a ataques", completa. Segundo Schuh, essas ações são importantes porque as PMEs são um pilar importante da economia. "Além de empregarem milhares de pessoas, elas representam cerca de 54% do PIB, com uma estimativa de 19 milhões de micro e pequenas empresas. Embora as PMEs tenham adotado sistemas, automação nas fábricas e uso de dados em diversos setores, elas não investiram em segurança e percebemos que elas precisam de ajuda para melhorar sua maturidade e adotar práticas de governança digital", diz. Dicas de segurança cibernética para empresas Entre as práticas mais comuns de ataque, está o phishing, que envolve envio de links falsos por WhatsApp e mensagens com temas financeiros com o objetivo de roubo de credencial do internet banking. Nycholas Szucko, especialista em cibersegurança e conselheiro do SDL, responsável pela maior pesquisa de cibersegurança do Brasil, revela que, em 2023, o faturamento global dos cibercriminosos ultrapassou os US$ 10 trilhões. "O desafio de empreender, com o objetivo diário de aumentar o faturamento para se tornar rentável, crescer ainda mais e eventualmente melhorar a margem visando um IPO, muitas vezes faz com que pequenas e médias empresas deixem de investir tempo, foco ou recursos em privacidade e cibersegurança", acrescenta. Entre as recomendações de especialistas para reforçar a segurança cibernética, estão práticas como: > Treinamento de funcionários sobre medidas básicas de segurança na internet; > Instalação de soluções de proteção corporativa para pequenas e médias empresas; > Configuração de política de acesso para ativos corporativos, incluindo caixas de e-mail, pastas compartilhadas e documentos on-line, mantendo-a sempre atualizada e removendo o acesso caso um funcionário não precise mais utilizar os dados para realizar o seu trabalho ou quando sair da empresa; > Auxílio de profissionais especializados em segurança cibernética.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/tecnologia/especialistas-dao-dicas-de-como-pequenas-e-medias-empresas-podem-se-proteger-de-ciberataques
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