Novas regras mudam critérios para doação de sangue; entenda
Mudanças permitem que doadores regulares continuem após os 70 anos e reduzem prazos de espera para tatuagem, piercing e endoscopia
Naiara Ribeiro
Doação de Sangue | Reprodução Tomaz Silva/Agência Brasil
O Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (12) novas regras para a doação de sangue no Brasil. As mudanças permitem que doadores regulares continuem doando depois dos 70 anos e reduzem o tempo de espera após tatuagem, piercing, endoscopia e outros procedimentos. As novas regras começam a valer em 30 de setembro.
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Entre as principais mudanças está a redução de prazos para voltar a doar. Após uma tatuagem ou maquiagem definitiva feita em um local que siga as regras de segurança, por exemplo, a espera cairá de seis meses para apenas sete dias.
As regras fazem parte da Portaria GM/MS nº 11.685/2026. O novo regulamento também traz mudanças nos testes feitos no sangue doado, na identificação das bolsas e no prazo de armazenamento das plaquetas.
Para doar sangue, é preciso estar em boas condições de saúde, pesar pelo menos 50 quilos, estar descansado e alimentado e apresentar um documento oficial com foto, que também pode ser digital. Adolescentes a partir dos 16 anos podem doar, desde que tenham autorização do responsável.
Antes da coleta, todos passam por uma triagem. Nessa etapa, profissionais de saúde avaliam se a pessoa pode doar naquele momento. Algumas doenças, medicamentos, viagens e procedimentos recentes podem exigir um período de espera.
Doação de sangue: veja como era e o que muda
Idade máxima
Como era: a doação era permitida até os 69 anos. Pessoas entre 60 e 69 anos só podiam doar se a primeira doação tivesse sido feita antes dos 60.
O que muda: quem já doa regularmente poderá continuar doando depois dos 70 anos, desde que esteja saudável, seja aprovado na avaliação antes da coleta e respeite os intervalos definidos para essa faixa etária.
Tatuagem, maquiagem definitiva e procedimentos estéticos
Como era: após tatuagem, maquiagem definitiva ou micropigmentação, era preciso esperar seis meses para doar quando o procedimento era feito em um local considerado seguro. Caso contrário, a espera chegava a 12 meses.
O que muda: o prazo cai para sete dias quando o procedimento for feito em um local que siga as regras de segurança. Se não for possível confirmar essas condições, será preciso esperar quatro meses.
A nova regra também inclui procedimentos estéticos, como aplicação de botox, preenchimento e microagulhamento.
Piercing na boca ou na região genital
Como era: após a retirada do piercing da boca ou da região genital, era preciso esperar 12 meses para doar.
O que muda: a espera cai para quatro meses após a retirada.
Endoscopia
Como era: quem fazia procedimentos como endoscopia ou colonoscopia precisava esperar seis meses.
Como era: era preciso esperar seis meses após o uso.
O que muda: a espera passa para quatro meses.
Exposição à malária
Como era: o tempo de espera variava conforme a situação. Em alguns casos de passagem por áreas com risco de malária, já era preciso aguardar 30 dias, mas o prazo poderia ser maior em outras situações de exposição.
O que muda: com o novo teste para malária no sangue doado, quem esteve em municípios de áreas de risco ou teve exposição em regiões de mata, bosque ou floresta deverá esperar 30 dias para doar.
Sangue doado terá teste para malária
O teste usado para analisar o sangue doado também passa a procurar o parasita que causa a malária. Chamado NAT Plus, o exame já é usado para detectar HIV e hepatites B e C.
Segundo o Ministério da Saúde, o teste para malária será obrigatório em todas as doações. A mudança permite diminuir o tempo de espera em algumas situações de exposição à doença.
As bolsas de sangue e as amostras também passarão a seguir um padrão internacional de identificação, chamado ISBT 128. O sistema facilita o acompanhamento de cada bolsa desde a coleta até a transfusão ou o envio do plasma para a produção de medicamentos.
Plaquetas poderão ser armazenadas por até sete dias
Outra mudança amplia o tempo de armazenamento das plaquetas, um dos componentes do sangue. O prazo, que era de cinco dias, poderá chegar a sete dias, desde que sejam cumpridas as regras de controle de qualidade.
As plaquetas são usadas principalmente em transfusões de pacientes com câncer, pessoas em quimioterapia e pacientes com doenças do sangue. O prazo maior pode reduzir o descarte e aumentar a quantidade disponível para transfusões.
Em 2025, o SUS registrou 3.264.138 coletas de sangue, o equivalente a 15,29 doações para cada mil habitantes, a maior taxa desde o período da pandemia.
Novas regras mudam critérios para doação de sangue; entendaMudanças permitem que doadores regulares continuem após os 70 anos e reduzem prazos de espera para tatuagem, piercing e endoscopiaSaúde2026-08-13T11:34:12.701ZO Ministério da Saúde divulgou nesta quarta-feira (12) novas regras para a doação de sangue no Brasil. As mudanças permitem que doadores regulares continuem doando depois dos 70 anos e reduzem o tempo de espera após tatuagem, piercing, endoscopia e outros procedimentos. As novas regras começam a valer em 30 de setembro. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Entre as principais mudanças está a redução de prazos para voltar a doar. Após uma tatuagem ou maquiagem definitiva feita em um local que siga as regras de segurança, por exemplo, a espera cairá de seis meses para apenas sete dias. As regras fazem parte da Portaria GM/MS nº 11.685/2026. O novo regulamento também traz mudanças nos testes feitos no sangue doado, na identificação das bolsas e no prazo de armazenamento das plaquetas. Para doar sangue, é preciso estar em boas condições de saúde, pesar pelo menos 50 quilos, estar descansado e alimentado e apresentar um documento oficial com foto, que também pode ser digital. Adolescentes a partir dos 16 anos podem doar, desde que tenham autorização do responsável. Antes da coleta, todos passam por uma triagem. Nessa etapa, profissionais de saúde avaliam se a pessoa pode doar naquele momento. Algumas doenças, medicamentos, viagens e procedimentos recentes podem exigir um período de espera. Doação de sangue: veja como era e o que muda Idade máxima Como era: a doação era permitida até os 69 anos. Pessoas entre 60 e 69 anos só podiam doar se a primeira doação tivesse sido feita antes dos 60. O que muda: quem já doa regularmente poderá continuar doando depois dos 70 anos, desde que esteja saudável, seja aprovado na avaliação antes da coleta e respeite os intervalos definidos para essa faixa etária. Tatuagem, maquiagem definitiva e procedimentos estéticos Como era: após tatuagem, maquiagem definitiva ou micropigmentação, era preciso esperar seis meses para doar quando o procedimento era feito em um local considerado seguro. Caso contrário, a espera chegava a 12 meses. O que muda: o prazo cai para sete dias quando o procedimento for feito em um local que siga as regras de segurança. Se não for possível confirmar essas condições, será preciso esperar quatro meses. A nova regra também inclui procedimentos estéticos, como aplicação de botox, preenchimento e microagulhamento. Piercing na boca ou na região genital Como era: após a retirada do piercing da boca ou da região genital, era preciso esperar 12 meses para doar. O que muda: a espera cai para quatro meses após a retirada. Endoscopia Como era: quem fazia procedimentos como endoscopia ou colonoscopia precisava esperar seis meses. O que muda: o prazo cai para quatro meses. Uso de anabolizantes sem prescrição médica Como era: era preciso esperar seis meses após o uso. O que muda: a espera passa para quatro meses. Exposição à malária Como era: o tempo de espera variava conforme a situação. Em alguns casos de passagem por áreas com risco de malária, já era preciso aguardar 30 dias, mas o prazo poderia ser maior em outras situações de exposição. O que muda: com o novo teste para malária no sangue doado, quem esteve em municípios de áreas de risco ou teve exposição em regiões de mata, bosque ou floresta deverá esperar 30 dias para doar. Sangue doado terá teste para malária O teste usado para analisar o sangue doado também passa a procurar o parasita que causa a malária. Chamado NAT Plus, o exame já é usado para detectar HIV e hepatites B e C. Segundo o Ministério da Saúde, o teste para malária será obrigatório em todas as doações. A mudança permite diminuir o tempo de espera em algumas situações de exposição à doença. As bolsas de sangue e as amostras também passarão a seguir um padrão internacional de identificação, chamado ISBT 128. O sistema facilita o acompanhamento de cada bolsa desde a coleta até a transfusão ou o envio do plasma para a produção de medicamentos. Plaquetas poderão ser armazenadas por até sete dias Outra mudança amplia o tempo de armazenamento das plaquetas, um dos componentes do sangue. O prazo, que era de cinco dias, poderá chegar a sete dias, desde que sejam cumpridas as regras de controle de qualidade. As plaquetas são usadas principalmente em transfusões de pacientes com câncer, pessoas em quimioterapia e pacientes com doenças do sangue. O prazo maior pode reduzir o descarte e aumentar a quantidade disponível para transfusões. Em 2025, o SUS registrou 3.264.138 coletas de sangue, o equivalente a 15,29 doações para cada mil habitantes, a maior taxa desde o período da pandemia. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/novas-regras-mudam-criterios-para-doacao-de-sangue-entenda