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Gilmar elogia ‘tom sóbrio’ de Fachin durante crise no STF

Ministro homenageou presidente pelo 1º ano à frente da Corte; na fala, citou divergências na Lava Jato sem uso político-eleitoral e vazamentos seletivos

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O ministro Gilmar Mendes durante sessão plenária do STF em 15 de setembro de 2026 | Rosinei Coutinho/STF

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quarta-feira (30) que o presidente da Corte, Edson Fachin, tem mantido um “tom sóbrio” diante de um cenário de “temperatura elevada” no tribunal. A declaração foi feita durante homenagem pelo primeiro ano da presidência de Fachin, completado na terça-feira (29).

Em sua fala, Gilmar lembrou que, ao tomar posse, Fachin havia afirmado que se empenharia “com serenidade” na preservação dos valores que moldam a identidade do Supremo.

“E é isso que temos visto. Em um ambiente de temperatura elevada, Vossa Excelência tem mantido tom sóbrio, a palavra medida e o comprometimento integral com a manutenção da constância, da tranquilidade e do ethos decisório do Supremo Tribunal Federal”, disse, em referência à crise na Corte.
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Ao abordar a trajetória de Fachin no tribunal, Gilmar também fez referência ao período em que o ministro foi relator dos processos da Operação Lava Jato. Segundo ele, o atual presidente da Corte conduziu os casos, na época, “com equilíbrio, sem concessões ao espetáculo ou a interesses políticos”.

“Naqueles casos, divergimos com frequência sobre questões centrais da operação, como é natural em um colegiado. Nossos votos apontaram muitas vezes em sentidos opostos, a partir de compreensões distintas sobre o processo penal. Essa divergência, porém, jamais alcançou aquilo que nos unia: a convicção de que o juiz não é parte, nem instrumento de causa alguma”, declarou.

Segundo o magistrado, também não houve, na época, “notícias de vazamentos seletivos” nos gabinetes de ambos, nem “qualquer ato que pudesse indicar uso político-eleitoral das investigações”.

Ao finalizar o discurso, Gilmar disse ter “convicção” de que Fachin “seguirá fortalecendo” o STF em seu segundo ano de mandato que “se inicia, às vésperas de eleições gerais e em um contexto que continuará a exigir do Tribunal equilíbrio e firmeza”.

O ministro também desejou que o presidente da Corte encontre nos demais ministros “o apoio necessário” para fortalecer o STF e aprimorar o serviço prestado pelo tribunal.

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