Flamengo pede ingresso em ação no STF contra fim das bets
Clube quer entrar como colaborador no processo das plataformas de apostas esportivas contra a medida provisória do governo Lula que proibiu o mercado no país
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Ighor Nóbrega
Flamengo tem maior patrocínio de bets do futebol brasileiro | Flamengo
A medida provisória (MP) do governo foi editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na última sexta-feira (25), a nove dias do primeiro turno das eleições gerais. Tem efeito imediato e institui o fim do mercado de apostas. A decisão tem prazo de 120 dias para ser apreciada pelo Congresso Nacional.
As empresas questionam a decisão do Executivo federal, que se deu menos de três anos depois de o próprio governo Lula regulamentar a atividade das bets. O Flamengo endossa o posicionamento e lembrou que as plataformas haviam sido autorizadas a operar no Brasil por cinco anos, a contar a partir de janeiro de 2025.
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“A MP nº 1.394/2026 suprime, por ato unilateral e provisório do Poder Executivo, um mercado que o Congresso Nacional instituiu por lei, a pedido do próprio Executivo, e que operava, desde 1º de janeiro de 2025, sob autorizações onerosas de cinco anos", argumenta o Flamengo.
O time carioca pretende entrar na ação como “amicus curiae”, ou seja, como integrante terceiro a fim de contribuir com dados e opiniões sobre o processo. A ação segue sob autoria das empresas de apostas.
Em seu posicionamento, a agremiação afirma que a MP do governo prejudica não só o Flamengo, mas o futebol e o esporte brasileiro como um todo. E contesta que a medida tenha sido tomada sem consulta prévia com as instituições esportivas e sem um prazo de transição para a proibição.
“Uma medida provisória que, de um dia para o outro, retira do esporte brasileiro a sua principal fonte privada de financiamento, sem transição e sem substituição, não é neutra do ponto de vista constitucional: ela atenta contra o dever de fomento que a Constituição impõe ao próprio Estado que a editou”, escreve a equipe.
O clube também chama a atenção para o impacto que a decisão pode ter sobre o ciclo olímpico do esporte brasileiro visando os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 por afetar clubes formadores poliesportivos como o próprio Flamengo.
Outro ponto trazido é sobre a segurança jurídica. O time carioca se colocou como uma “instituição que honra seus compromissos”, e que a interrupção abrupta do setor pode manchar essa reputação.
“E, ainda que a medida venha a ser rejeitada ou perca sua eficácia, as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante a sua vigência poderão conservar-se por ela regidas. A matéria é, pois, não apenas relevante, mas urgente – e seus efeitos, em larga medida, irreversíveis”, pontua o pedido.
O Flamengo tem contrato de patrocínio da Betano no valor de R$ 268,5 milhões por ano, aprovado em 2025 e com vigência até 2028. Sem esses recursos, o presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista estima perdas de receita de até R$ 430 milhões em 2027. Já para o futebol brasileiro em geral, Bap calcula um rombo de R$ 2,5 bilhões no mesmo ano.
Além do pedido de ingresso na ação, o time rubro-negro pede sua inclusão em eventual audiência pública ou de conciliação no âmbito do processo.
Flamengo pede ingresso em ação no STF contra fim das betsClube quer entrar como colaborador no processo das plataformas de apostas esportivas contra a medida provisória do governo Lula que proibiu o mercado no paísPolítica2026-09-30T16:39:09.519ZO Clube de Regatas do Flamengo pediu nesta quarta-feira (30) ao Supremo Tribunal Federal o ingresso na de apostas esportivas contra a . A medida provisória (MP) do governo foi editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na última sexta-feira (25), a nove dias do primeiro turno das eleições gerais. Tem efeito imediato e institui o fim do mercado de apostas. A decisão tem prazo de 120 dias para ser apreciada pelo Congresso Nacional. As empresas questionam a decisão do Executivo federal, que se deu menos de três anos depois de o próprio governo Lula regulamentar a atividade das bets. O Flamengo endossa o posicionamento e lembrou que as plataformas haviam sido autorizadas a operar no Brasil por cinco anos, a contar a partir de janeiro de 2025. “A MP nº 1.394/2026 suprime, por ato unilateral e provisório do Poder Executivo, um mercado que o Congresso Nacional instituiu por lei, a pedido do próprio Executivo, e que operava, desde 1º de janeiro de 2025, sob autorizações onerosas de cinco anos", argumenta o Flamengo. O time carioca pretende entrar na ação como “amicus curiae”, ou seja, como integrante terceiro a fim de contribuir com dados e opiniões sobre o processo. A ação segue sob autoria das empresas de apostas. Em seu posicionamento, a agremiação afirma que a MP do governo prejudica não só o Flamengo, mas o futebol e o esporte brasileiro como um todo. E contesta que a medida tenha sido tomada sem consulta prévia com as instituições esportivas e sem um prazo de transição para a proibição. “Uma medida provisória que, de um dia para o outro, retira do esporte brasileiro a sua principal fonte privada de financiamento, sem transição e sem substituição, não é neutra do ponto de vista constitucional: ela atenta contra o dever de fomento que a Constituição impõe ao próprio Estado que a editou”, escreve a equipe. O clube também chama a atenção para o impacto que a decisão pode ter sobre o ciclo olímpico do esporte brasileiro visando os Jogos Olímpicos de Los Angeles 2028 por afetar clubes formadores poliesportivos como o próprio Flamengo. Outro ponto trazido é sobre a segurança jurídica. O time carioca se colocou como uma “instituição que honra seus compromissos”, e que a interrupção abrupta do setor pode manchar essa reputação. “E, ainda que a medida venha a ser rejeitada ou perca sua eficácia, as relações jurídicas constituídas e decorrentes de atos praticados durante a sua vigência poderão conservar-se por ela regidas. A matéria é, pois, não apenas relevante, mas urgente – e seus efeitos, em larga medida, irreversíveis”, pontua o pedido. O Flamengo tem contrato de patrocínio da Betano no valor de R$ 268,5 milhões por ano, aprovado em 2025 e com vigência até 2028. Sem esses recursos, o presidente do clube, Luiz Eduardo Baptista estima perdas de receita de até R$ 430 milhões em 2027. Já para o futebol brasileiro em geral, Bap calcula um rombo de R$ 2,5 bilhões no mesmo ano. Além do pedido de ingresso na ação, o time rubro-negro pede sua inclusão em eventual audiência pública ou de conciliação no âmbito do processo.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/flamengo-pede-ingresso-em-acao-no-stf-contra-fim-das-bets
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