Rússia faz ofensiva contra instalações de energia ucranianas
Moscou também envia carta à Otan ameaçando usar armas nucleares contra a aliança militar ocidental
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André de Sena, com informações da Reuters
Ataque russo com drones e mísseis em Kiev | Gleb Garanich/Reuters
A infraestrutura energética de Kiev e das áreas vizinhas foi atingida por ataques russos com drones e mísseis na madrugada desta quarta-feira (30). De acordo com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, cinco pessoas morreram, inclusive uma criança.
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O primeiro-ministro ucraniano, Sergii Koretskyi, instruiu as autoridades locais a verificarem a prontidão dos sistemas de energia de reserva nas instalações críticas e a concluírem a instalação e a conexão dessa infraestrutura o mais rápido possível.
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“Desde o verão, quase não houve um dia sem um ataque à nossa infraestrutura energética. Mas um ataque combinado dessa magnitude não ocorria desde o fim da última temporada de aquecimento”, disse Koretskyi, fazendo referência ao período de outono e inverno, quando a Ucrânia liga os sistemas de aquecimento de edifícios, como, hospitais, escolas e residências.
No ano passado, cidades inteiras ficaram mergulhadas na escuridão e no frio por dias ou semanas. Por isso, a Ucrânia busca se preparar para mais ataques desse tipo durante o inverno.
A Rússia também se manifestou sobre os ataques em grande escala ocorridos durante a madrugada. Segundo o Kremlin, a ofensiva atingiu um centro de dados em Kiev que dá suporte às Forças Armadas da Ucrânia, várias usinas de energia na região da capital, um complexo industrial perto de Odessa e a infraestrutura portuária na cidade de Izmail.
Os ataques ocorreram após semanas de rajadas quase constantes de drones a jato, que a Ucrânia tem dificuldade em derrubar. Zelensky disse que o governo ucraniano recebeu novos pacotes de apoio à defesa aérea nos últimos dias.
Tensão com a Otan
A Rússia advertiu a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) de que estaria pronta para recorrer a armas nucleares caso a aliança militar ocidental tentasse a isolar a região de Kaliningrado, exclave russo que fica entre Polônia, Lituânia e o Mar Báltico.
“A Rússia estará pronta para utilizar todo o arsenal de forças e recursos à sua disposição, incluindo armas nucleares, a fim de defender seu território caso os países da Otan empreendam qualquer tentativa destinada a isolar a região de Kaliningrado do restante do país”, diz o documento enviado à Otan, que é classificado como um “non-paper”, o que significa que o texto não possui caráter oficial.
Moscou acusa os países da Europa ocidental de seguir um “caminho perigoso e imprudente” que acarreta “altos riscos de eclodir um conflito armado direto”, advertindo que existe a possibilidade “de ataques russos contra centros de tomada de decisão nos países membros da aliança logo no início do conflito”.
A porta-voz da Otan, Allison Hart, confirmou que a Rússia enviou um documento informal à aliança. “Enviamos uma resposta, ressaltando que a Otan é uma aliança defensiva e que nenhuma de nossas atividades ou exercícios representa risco para qualquer parte da Rússia. Condenamos veementemente a ameaça de uso da força, incluindo qualquer retórica nuclear irresponsável. Exortamos a Rússia a pôr fim à sua guerra não provocada na Ucrânia”, afirmou.
Uma autoridade europeia de alto escalão que concedeu uma entrevista à agência de notícias Reuters sob condição de anonimato demonstrou preocupação: “[Esta é a] primeira vez desde [a] Guerra Fria que a Rússia nos ameaça dessa forma. Portanto, isso é grave”.
Já um diplomata da Otan destacou a resposta firme da aliança militar ocidental: “Eu diria que a carta russa é apenas mais uma tentativa da Rússia de intimidar os europeus, e que a resposta da Otan é firme e responsável. [Ela] reafirma que não seremos dissuadidos de apoiar a Ucrânia.”
Rússia faz ofensiva contra instalações de energia ucranianasMoscou também envia carta à Otan ameaçando usar armas nucleares contra a aliança militar ocidentalMundo2026-09-30T16:05:43.921ZA infraestrutura energética de Kiev e das áreas vizinhas foi atingida por ataques russos com drones e mísseis na madrugada desta quarta-feira (30). De acordo com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, cinco pessoas morreram, inclusive uma criança. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Cliquee siga o canal do SBT News. O primeiro-ministro ucraniano, Sergii Koretskyi, instruiu as autoridades locais a verificarem a prontidão dos sistemas de energia de reserva nas instalações críticas e a concluírem a instalação e a conexão dessa infraestrutura o mais rápido possível. “Desde o verão, quase não houve um dia sem um ataque à nossa infraestrutura energética. Mas um ataque combinado dessa magnitude não ocorria desde o fim da última temporada de aquecimento”, disse Koretskyi, fazendo referência ao período de outono e inverno, quando a Ucrânia liga os sistemas de aquecimento de edifícios, como, hospitais, escolas e residências. No ano passado, cidades inteiras ficaram mergulhadas na escuridão e no frio por dias ou semanas. Por isso, a Ucrânia busca se preparar para mais ataques desse tipo durante o inverno. A Rússia também se manifestou sobre os ataques em grande escala ocorridos durante a madrugada. Segundo o Kremlin, a ofensiva atingiu um centro de dados em Kiev que dá suporte às Forças Armadas da Ucrânia, várias usinas de energia na região da capital, um complexo industrial perto de Odessa e a infraestrutura portuária na cidade de Izmail. Os ataques ocorreram após semanas de rajadas quase constantes de drones a jato, que a Ucrânia tem dificuldade em derrubar. Zelensky disse que o governo ucraniano recebeu novos pacotes de apoio à defesa aérea nos últimos dias. Tensão com a Otan A Rússia advertiu a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) de que estaria pronta para recorrer a armas nucleares caso a aliança militar ocidental tentasse a isolar a região de Kaliningrado, exclave russo que fica entre Polônia, Lituânia e o Mar Báltico. “A Rússia estará pronta para utilizar todo o arsenal de forças e recursos à sua disposição, incluindo armas nucleares, a fim de defender seu território caso os países da Otan empreendam qualquer tentativa destinada a isolar a região de Kaliningrado do restante do país”, diz o documento enviado à Otan, que é classificado como um “non-paper”, o que significa que o texto não possui caráter oficial. Moscou acusa os países da Europa ocidental de seguir um “caminho perigoso e imprudente” que acarreta “altos riscos de eclodir um conflito armado direto”, advertindo que existe a possibilidade “de ataques russos contra centros de tomada de decisão nos países membros da aliança logo no início do conflito”. A porta-voz da Otan, Allison Hart, confirmou que a Rússia enviou um documento informal à aliança. “Enviamos uma resposta, ressaltando que a Otan é uma aliança defensiva e que nenhuma de nossas atividades ou exercícios representa risco para qualquer parte da Rússia. Condenamos veementemente a ameaça de uso da força, incluindo qualquer retórica nuclear irresponsável. Exortamos a Rússia a pôr fim à sua guerra não provocada na Ucrânia”, afirmou. Uma autoridade europeia de alto escalão que concedeu uma entrevista à agência de notícias Reuters sob condição de anonimato demonstrou preocupação: “[Esta é a] primeira vez desde [a] Guerra Fria que a Rússia nos ameaça dessa forma. Portanto, isso é grave”. Já um diplomata da Otan destacou a resposta firme da aliança militar ocidental: “Eu diria que a carta russa é apenas mais uma tentativa da Rússia de intimidar os europeus, e que a resposta da Otan é firme e responsável. [Ela] reafirma que não seremos dissuadidos de apoiar a Ucrânia.” São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/russia-faz-ofensiva-contra-instalacoes-de-energia-ucranianas
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