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Putin assina decreto que aumenta efetivo do Exército russo

Expansão é a quarta apenas em 2026 e acontece em meio ao impasse na guerra contra a Ucrânia

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Camila Stucaluc
Presidente da Rússia, Vladimir Putin | Flickr

Presidente da Rússia, Vladimir Putin | Flickr

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou na segunda-feira (28) um decreto que aumenta em 15.500 o número de militares permitidos nas Forças Armadas. A expansão, a quarta apenas em 2026, ​eleva o ‌efetivo militar ‌russo para 2.441.630, ‌dos quais ⁠1.550.000 são militares na ativa.

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Putin já havia assinado documentos aumentando o tamanho do exército em março, junho e julho. Com a nova determinação, o aumento acumulado desde março chega a 47.860 soldados.

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A ordem do presidente russo ocorre em meio ao impasse na guerra contra a Ucrânia, iniciada em 2022. Os avanços russos no campo de batalha desaceleraram este ano, com o uso generalizado de drones na linha de frente. Nas últimas semanas, a Ucrânia vem sofrendo com ataques massivos, sobretudo na capital, Kiev.

Na segunda-feira, por exemplo, um drone russo atingiu a Academia Nacional de Ciências da Ucrânia, em Kiev, deixando pelo menos um morto e 19 feridos. O ataque causou um incêndio de grandes proporções, dificultando a saída de funcionários. Equipes de bombeiros foram mobilizadas para extinguir as chamas.

Soldados norte-coreanos

A ordem para aumentar o efetivo militar ‌russo também ocorre após o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusar a Coreia do Norte de enviar mais soldados ao território russo. Citando "novos dados", o líder afirmou que 10 mil militares estavam "sendo selecionados para treinamento e posterior envio à Rússia".

“Atualmente, há mais de 8 mil soldados das tropas norte-coreanas em território russo. Além disso, estão em andamento preparativos para o envio de mais 10 mil — eles estão sendo selecionados para treinamento e subsequente implantação na Rússia”, disse Zelensky, em comunicado divulgado nas redes sociais.

Segundo estimativas ucranianas, cerca de 15 mil soldados norte-coreanos foram enviados para apoiar a guerra da Rússia na Ucrânia desde 2024 – quando os países assinaram um pacto militar que prevê, entre outros pontos, a defesa mútua caso um dos dois países seja atacado por terceiros.

O governo ainda aponta que Pyongyang forneceu à Rússia milhões de projéteis de artilharia e morteiros, bem como mísseis balísticos, sistemas de artilharia de longo alcance e sistemas de lançamento múltiplo de foguetes.

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