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Coreia do Norte ratifica pacto de defesa mútua com a Rússia

Países se comprometeram a prestar assistência militar imediata em caso de agressão armada

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Camila Stucaluc
Líder norte-coreano, Kim Jong-un, e presidente da Rússia, Vladimir Putin | Wikimedia Commons

Líder norte-coreano, Kim Jong-un, e presidente da Rússia, Vladimir Putin | Wikimedia Commons

A Coreia do Norte ratificou, na segunda-feira (11), o acordo de parceria estratégica abrangente com a Rússia. O pacto, assinado por Kim Jong Un e Vladimir Putin em junho deste ano, prevê uma cooperação dos países a nível internacional, bem como assistência mútua imediata em caso de agressão armada contra um dos países.

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Além disso, as nações não poderão celebrar acordos com Estados terceiros que sejam dirigidos contra a soberania, a segurança, a integridade territorial, o direito à livre escolha e o desenvolvimento dos sistemas político, social, econômico e cultural da outra parte. O trecho visa garantir a relação amistosa entre os Estados.

A ratificação do acordo acontece em meio ao envio de 11 mil soldados norte-coreanos à Rússia para auxiliar o país na guerra contra a Ucrânia. Dos militares, 8 mil foram vistos posicionados na região de Kursk, que faz fronteira com o território ucraniano. Acredita-se que Moscou esteja se preparando para já avançar com as tropas.

A ideia, portanto, é que o Kremlin invoque o acordo para garantir a legitimidade do reforço norte-coreano na guerra. Choe Son-hui, ministra das Relações Esteriores da Coreia do Norte, disse que Pyongyang irá "apoiar firmemente os camaradas russos até ao dia da vitória", descrevendo a ofensiva contra a Ucrânia como uma "luta sagrada".

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