Eleições

Haddad prevê dificuldade de diálogo se Flávio for eleito

Candidato disse que nunca discriminou por partido político, mas que bolsonaristas não pensam da mesma forma

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Isabelle Saleme
Fernando Haddad em ato de campanha em São Paulo | Diogo Zacarias/Divulgação

Fernando Haddad em ato de campanha em São Paulo | Diogo Zacarias/Divulgação

O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) disse nesta quarta-feira (20) que a eleição de Flávio Bolsonaro (PL) para a Presidência poderia dificultar o diálogo entre os governos federal e estadual.

Durante uma carreata no Grajaú, na zona sul da capital, Haddad defendeu a eleição de representantes de seu campo político para o Legislativo e afirmou ser importante “caprichar” na escolha de deputados estaduais e federais, senadores, governador e presidente.

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“Eu nunca discriminei por partido político, porque eu penso que interesse público vem em primeiro lugar, não interesse partidário. Mas isso é um campo que pensa assim. Tem um outro campo que não pensa assim. Haja vista o tratamento que o [Jair] Bolsonaro deu para o [ex-governador] Doria enquanto ele governava o Brasil e o Doria o estado de São Paulo. Então nós temos que trazer luz para essa questão. É muito importante caprichar no deputado estadual, no deputado federal, nas senadoras, no governador e no presidente”, disse Haddad.

Grande parte do plano de governo de Haddad cita programas federais que seriam replicados em São Paulo, caso seja eleito. Em entrevistas durante a campanha, o candidato do PT muitas vezes citou o bom relacionamento com o presidente e candidato à reeleição Lula (PT).

A quatro dias da votação, Haddad marcou diversas atividades nas ruas da capital e do ABC. Atrás nas pesquisas e com possibilidade de perder as eleições ainda no primeiro turno, Haddad lembrou a importância de fortalecer as candidaturas da coligação ao Senado e à Câmara.

“Nós vamos visitar algumas regiões que eu ainda não visitei, pela geração, sobretudo, eu vim poucas vezes, estou vindo aqui para fortalecer a presença dos nossos deputados, dos senadores e senadoras aqui (…) É uma eleição geral”, afirmou.

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