Dezenas participam de protesto por moradia em Barcelona
Catalães acampam em praça para demonstrar solidariedade a manifestantes madrilenhos que se revoltaram contra despejo de idosa
A
André de Sena, com informações da Reuters
Acampamento de manifestantes que protestam por moradia acessível em Barcelona | Reprodução/Reuters
Dezenas de catalães que protestam a favor do direito à moradia estão acampando em barracas na praça da Catalunha, no centro de Barcelona, nesta quarta-feira (30). Desde terça-feira (29), eles estão no local para demonstrar apoio aos madrilenhos que se manifestam contra o despejo de uma idosa do apartamento em que vivia na capital da Espanha.
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O despejo de Maricarmen gerou uma onda de protestos na Espanha. Em Madri, manifestantes estão acampados em frente à sede do governo regional desde sábado (26) para se posicionar a favor do direito à moradia.
Na Catalunha, alguns participantes dos protestos destacaram a atual discrepância entre os preços dos aluguéis e os salários. “Você precisa pagar cerca de 800 euros por um quarto, e você trabalha e ganha cerca de 1.200 euros (US$ 1.363). Não dá para pagar 800 euros por um quarto no centro de Barcelona, e ainda por cima tão pequeno”, disse o ator Dalai Sanchez, de 20 anos.
Outros manifestantes comentaram sobre a proposta do governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez para dar uma resposta às reivindicações populares."Alguns decretos foram aprovados recentemente, mas vemos isso como uma medida para acalmar a situação — porque a tensão em Madri já está bastante alta, e a situação lá é 10 vezes pior”, opinou a estudante Elba Pulido, de 18 anos.
Nesta terça-feira (29), o governo anunciou uma proposta para resolver a questão da moradia. A medida inclui a proibição até 2030 do despejo de pessoas em situação de vulnerabilidade que não tenham alternativa habitacional, desde que o imóvel pertença a entidades consideradas grandes investidores e fundos.
Outro ponto prevê a prorrogação automática por até dois anos de determinados contratos de aluguel que terminariam antes de 31 de dezembro de 2028, bem como a limitação da atuação dos fundos abutres que agem no mercado imobiliário.
"[O decreto inclui] o fim dos despejos. Devemos garantir que nunca mais vejamos um caso como o de Maricarmen em nosso país. A sociedade espanhola não pode suportar isso, e este é um grito de socorro que todos os grupos políticos representados no parlamento devem atender, e devemos pôr um fim definitivo à especulação", disse a ministra da habitação da Espanha, Isabel Rodriguez.
As medidas adotadas pelo governo espanhol já estão em vigor, mas ainda precisam da chancela do Congresso para continuarem vigentes de forma definitiva.
Dezenas participam de protesto por moradia em BarcelonaCatalães acampam em praça para demonstrar solidariedade a manifestantes madrilenhos que se revoltaram contra despejo de idosaMundo2026-09-30T14:05:45.780ZDezenas de catalães que protestam a favor do direito à moradia estão acampando em barracas na praça da Catalunha, no centro de Barcelona, nesta quarta-feira (30). Desde terça-feira (29), eles estão no local para demonstrar apoio aos madrilenhos que se manifestam contra o despejo de uma idosa do apartamento em que vivia na capital da Espanha. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique e siga o canal do SBT News. Os agentes cumpriram uma ordem de despejo obtida na Justiça pelo fundo de investimentos que comprou a propriedade de seu antigo dono em 2018 e aumentou o valor do aluguel em 275%. O despejo de Maricarmen gerou uma onda de protestos na Espanha. Em Madri, manifestantes estão acampados em frente à sede do governo regional desde sábado (26) para se posicionar a favor do direito à moradia. Na Catalunha, alguns participantes dos protestos destacaram a atual discrepância entre os preços dos aluguéis e os salários. “Você precisa pagar cerca de 800 euros por um quarto, e você trabalha e ganha cerca de 1.200 euros (US$ 1.363). Não dá para pagar 800 euros por um quarto no centro de Barcelona, e ainda por cima tão pequeno”, disse o ator Dalai Sanchez, de 20 anos. Outros manifestantes comentaram sobre a proposta do governo do primeiro-ministro Pedro Sánchez para dar uma resposta às reivindicações populares. "Alguns decretos foram aprovados recentemente, mas vemos isso como uma medida para acalmar a situação — porque a tensão em Madri já está bastante alta, e a situação lá é 10 vezes pior”, opinou a estudante Elba Pulido, de 18 anos. Nesta terça-feira (29), o governo anunciou uma proposta para resolver a questão da moradia. A medida inclui a proibição até 2030 do despejo de pessoas em situação de vulnerabilidade que não tenham alternativa habitacional, desde que o imóvel pertença a entidades consideradas grandes investidores e fundos. Outro ponto prevê a prorrogação automática por até dois anos de determinados contratos de aluguel que terminariam antes de 31 de dezembro de 2028, bem como a limitação da atuação dos fundos abutres que agem no mercado imobiliário. "[O decreto inclui] o fim dos despejos. Devemos garantir que nunca mais vejamos um caso como o de Maricarmen em nosso país. A sociedade espanhola não pode suportar isso, e este é um grito de socorro que todos os grupos políticos representados no parlamento devem atender, e devemos pôr um fim definitivo à especulação", disse a ministra da habitação da Espanha, Isabel Rodriguez. As medidas adotadas pelo governo espanhol já estão em vigor, mas ainda precisam da chancela do Congresso para continuarem vigentes de forma definitiva. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/mundo/dezenas-participam-de-protesto-por-moradia-em-barcelona
Cenário é de empate técnico dentro da margem de erro, estimada em 2,2 pontos percentuais; na primeira etapa, presidente marca 39,4% ante 38,4% do senador