Farmácia Popular poderá oferecer exames e teleatendimento
Governo instalou grupo de trabalho para avaliar novos serviços; regulamentação publicada nesta quarta prevê reforço no controle de estabelecimentos credenciados
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Felipe Moraes
Programa Farmácia Popular funciona há mais de duas décadas | Divulgação/Sandro Araújo/Agência Saúde-DF
O Ministério da Saúde publicou nesta quarta-feira (12) uma nova regulamentação do Farmácia Popular, prevendo a criação de um grupo de trabalho (GT) para ampliar o rol de serviços oferecidos no programa, como exames de sangue e urina, testes rápidos, teleatendimento e monitoramento terapêutico.
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O GT também deve estudar credenciamento de unidades em áreas consideradas vulneráveis, priorizando periferias dos grandes centros e observando critérios como densidade demográfica dessas regiões. Locais com dificuldade logística, como regiões ribeirinhas, poderão contar com estruturas alternativas aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), como unidades volantes ou avançadas de atendimento.
O governo federal ainda anunciou intenção de utilizar inteligência artificial para implementar identificação de pacientes por meio de biometria e reconhecimento facial, "reforçando o combate a fraudes".
Segundo a pasta da Saúde, a nova regulamentação busca garantir a continuidade dos serviços, "agilizar processos e reforçar a segurança". "A atualização da portaria do Farmácia Popular traz, de forma imediata, o aprimoramento do controle e monitoramento das unidades credenciadas, com foco na gestão de risco", disse o ministério em comunicado.
Em caso de irregularidades, o novo modelo vai impor sanções administrativas "proporcionais à gravidade da situação" a estabelecimentos credenciados. Nos casos de risco alto e muito alto, haverá suspensão automática da adesão ao programa.
De acordo com o governo, o Sistema Autorizador de Vendas (SAV), plataforma responsável pela dispensação de medicamentos e insumos, "passará por atualizações para reforçar a segurança, a rastreabilidade e a integração de informações, além de incorporar novas ferramentas digitais".
Mecanismos de acompanhamento incluem novas propostas de governança, reorganização de unidades credenciadas e atualização de procedimentos cadastrais.
O Farmácia Popular foi criado em 2004 pelo então ministro da Saúde e hoje senador, Humberto Costa (PT-PE), no primeiro governo do presidente Lula (PT).
Atualmente, possui 28 mil farmácias credenciadas e oferece 41 produtos de saúde gratuitos, entre remédios para asma, diabetes, doença de Parkinson e hipertensão, além de itens diversos, como absorventes higiênicos e fraldas geriátricas.
Conforme estimativa do ministério, o programa alcançou 27,3 milhões de pessoas em 2025 e está presente em mais de 4,9 mil municípios, contemplando 97% da população brasileira.
Farmácia Popular poderá oferecer exames e teleatendimentoGoverno instalou grupo de trabalho para avaliar novos serviços; regulamentação publicada nesta quarta prevê reforço no controle de estabelecimentos credenciadosSaúde2026-08-12T19:13:30.358ZO Ministério da Saúde publicou nesta quarta-feira (12) uma nova regulamentação do Farmácia Popular, prevendo a criação de um grupo de trabalho (GT) para ampliar o rol de serviços oferecidos no programa, como exames de sangue e urina, testes rápidos, teleatendimento e monitoramento terapêutico. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. O GT também deve estudar credenciamento de unidades em áreas consideradas vulneráveis, priorizando periferias dos grandes centros e observando critérios como densidade demográfica dessas regiões. Locais com dificuldade logística, como regiões ribeirinhas, poderão contar com estruturas alternativas aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), como unidades volantes ou avançadas de atendimento. O governo federal ainda anunciou intenção de utilizar inteligência artificial para implementar identificação de pacientes por meio de biometria e reconhecimento facial, "reforçando o combate a fraudes". Segundo a pasta da Saúde, a nova regulamentação busca garantir a continuidade dos serviços, "agilizar processos e reforçar a segurança". "A atualização da portaria do Farmácia Popular traz, de forma imediata, o aprimoramento do controle e monitoramento das unidades credenciadas, com foco na gestão de risco", disse o ministério em comunicado. Em caso de irregularidades, o novo modelo vai impor sanções administrativas "proporcionais à gravidade da situação" a estabelecimentos credenciados. Nos casos de risco alto e muito alto, haverá suspensão automática da adesão ao programa. De acordo com o governo, o Sistema Autorizador de Vendas (SAV), plataforma responsável pela dispensação de medicamentos e insumos, "passará por atualizações para reforçar a segurança, a rastreabilidade e a integração de informações, além de incorporar novas ferramentas digitais". Mecanismos de acompanhamento incluem novas propostas de governança, reorganização de unidades credenciadas e atualização de procedimentos cadastrais. O Farmácia Popular foi criado em 2004 pelo então ministro da Saúde e hoje senador, Humberto Costa (PT-PE), no primeiro governo do presidente Lula (PT). Atualmente, possui 28 mil farmácias credenciadas e oferece 41 produtos de saúde gratuitos, entre remédios para asma, diabetes, doença de Parkinson e hipertensão, além de itens diversos, como absorventes higiênicos e fraldas geriátricas. Conforme estimativa do ministério, o programa alcançou 27,3 milhões de pessoas em 2025 e está presente em mais de 4,9 mil municípios, contemplando 97% da população brasileira.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/farmacia-popular-podera-oferecer-exames-e-teleatendimento