Mais de 150 dias sem chuva: como cuidar da saúde no tempo seco?
Estiagem prolongada atinge as regiões Centro-Oeste, Sudeste e interior do Nordeste do Brasil; veja dicas para prevenir doenças
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Wagner Lauria Jr.
Estiagem prolongada já dura mais de 150 dias | Agência Brasil
Já passa dos 150 dias a estiagem prolongada que afeta as regiões Centro-Oeste, Sudeste e interior do Nordeste do Brasil. Nos últimos meses, o país tem sofrido com a falta de chuvas e a seca prolongada exige atenção e cuidados com a saúde. Quais são as recomendações?
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O pneumologista Eduardo Garcia explica que é importante ficar atento aos sintomas respiratórios e elenca o que pode acontecer com o corpo devido ao tempo seco:
Mucosa dos lábios seca;
Conjuntivite ou irritação dos olhos;
Desidratação sistêmica, quando falta líquido no corpo.
"Tomar bastante água, mais do que a sede. Às vezes, a nossa percepção não está tão acurada, mas o nosso corpo precisa do líquido. Então não se pode esquecer de se hidratar", ressalta.
A quantidade ideal para o consumo diário de água, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), varia de acordo com o peso de cada um.
Por exemplo, 2,5 litros para um homem de 70 kg e 2,2 litros para uma mulher de 58 kg.
O que mais é possível fazer?
A transmissão e proliferação de doenças bacterianas e virais são mais comuns durante períodos com baixa umidade. Veja as orientações para prevenir:
Lavar as mãos;
Evitar tossir em público e sempre proteger a boca ao tossir;
Boa alimentação;
Lavagem nasal.
“O ar seco diminui a produção do muco nasal. Com a lavagem, removemos secreção, melhoramos o ressecamento, sem deixar a mucosa despreparada e desprotegida para a entrada do vírus invasor", explica a otorrinolaringologista Juliana Cola Carvalho.
Umidade relativa do ar bem abaixo do recomendado pela OMS
A OMS estabelece que a umidade relativa do ar adequada à saúde humana precisa estar acima dos 60%. No entanto, a cidade de São Paulo, por exemplo, chegou a registrar 13% de umidade na última terça-feira (23), segundo o Centro Gerenciamento de Emergências (CGE).
Tendências e previsões
É importante lembrar que o outono marca a transição entre o período chuvoso (verão) e o período seco (inverno). O inverno brasileiro é caracterizado por tempo mais seco e é a estação com menos chuva em amplas áreas das regiões Centro-Oeste, Sudeste, Nordeste e Norte. Nos próximos meses, a chuva não deve dar sinais de retorno e a regularidade das precipitações só deve voltar após o dia 22 de setembro, com o início da primavera, que marca a transição entre o período seco e o chuvoso.
Mais de 150 dias sem chuva: como cuidar da saúde no tempo seco?Estiagem prolongada atinge as regiões Centro-Oeste, Sudeste e interior do Nordeste do Brasil; veja dicas para prevenir doençasSaúde2024-07-26T18:13:26.509ZJá passa dos 150 dias a estiagem prolongada que afeta as regiões Centro-Oeste, Sudeste e interior do Nordeste do Brasil. Nos últimos meses, o país tem sofrido com a falta de chuvas e a seca prolongada exige atenção e cuidados com a saúde. Quais são as recomendações? O pneumologista Eduardo Garcia explica que é importante ficar atento aos sintomas respiratórios e elenca o que pode acontecer com o corpo devido ao tempo seco: A recomendação do especialista é: "Tomar bastante água, mais do que a sede. Às vezes, a nossa percepção não está tão acurada, mas o nosso corpo precisa do líquido. Então não se pode esquecer de se hidratar", ressalta. A quantidade ideal para o consumo diário de água, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), varia de acordo com o peso de cada um. Por exemplo, 2,5 litros para um homem de 70 kg e 2,2 litros para uma mulher de 58 kg. O que mais é possível fazer? A transmissão e proliferação de doenças bacterianas e virais são mais comuns durante períodos com baixa umidade. Veja as orientações para prevenir: “O ar seco diminui a produção do muco nasal. Com a lavagem, removemos secreção, melhoramos o ressecamento, sem deixar a mucosa despreparada e desprotegida para a entrada do vírus invasor", explica a otorrinolaringologista Juliana Cola Carvalho. Umidade relativa do ar bem abaixo do recomendado pela OMS A OMS estabelece que a umidade relativa do ar adequada à saúde humana precisa estar acima dos 60%. No entanto, a cidade de São Paulo, por exemplo, chegou a registrar 13% de umidade na última terça-feira (23), segundo o Centro Gerenciamento de Emergências (CGE). Tendências e previsões É importante lembrar que o outono marca a transição entre o período chuvoso (verão) e o período seco (inverno). O inverno brasileiro é caracterizado por tempo mais seco e é a estação com menos chuva em amplas áreas das regiões Centro-Oeste, Sudeste, Nordeste e Norte. Nos próximos meses, a chuva não deve dar sinais de retorno e a regularidade das precipitações só deve voltar após o dia 22 de setembro, com o início da primavera, que marca a transição entre o período seco e o chuvoso.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/saude/mais-de-150-dias-sem-chuva-como-cuidar-da-saude-durante-o-tempo-seco