Saúde

Anvisa anuncia medidas para acelerar registro de medicamentos no Brasil

Agência pretende reduzir o tempo de aprovação pela metade até 2026, usando IA, novos servidores e acordos com agências internacionais

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Hariane Bittencourt
07/11/2025, 23:07 • Atualizado em 08/11/2025, 02:43
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta sexta-feira (7) um conjunto de medidas para reduzir o tempo de espera no registro de medicamentos no Brasil. O objetivo é cortar pela metade o prazo atual, que pode chegar a até três anos.

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Hoje, mais de mil medicamentos aguardam aprovação da agência para serem disponibilizados à população. Com a nova estratégia, a expectativa é agilizar esse processo até o fim de 2026.

Entre as ações previstas estão:

  • Consulta a agências internacionais para facilitar o registro de medicamentos já aprovados no exterior;
  • Nomeação de mais de 100 especialistas em regulação no primeiro semestre de 2026;
  • Uso de ferramentas de inteligência artificial para apoiar a análise técnica dos registros.
“As ferramentas de IA estão sendo muito utilizadas em todas as agências reguladoras. Elas têm avançado bastante. Bem utilizadas, podem ajudar muito na otimização da análise e no aumento da produtividade dos servidores”, explica Leandro Safatle, diretor-presidente da Anvisa.

As mudanças foram anunciadas após cobranças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que criticou a demora nos processos da Anvisa em um evento no ano passado. “Não é possível não ter remédio porque a Anvisa não libera”, disse Lula na ocasião.

Para o presidente executivo do Sindusfarma, Nelson Mussolini, as medidas são positivas, mas não suficientes. Ele alerta que, sem mudanças estruturais internas, os problemas podem se repetir.

“O Brasil é um dos países do mundo onde mais demora para registrar um produto ou inovação. Isso é ruim porque deixa algumas doenças sem atendimento. Nossa grande dúvida é: se fizer tudo isso, mas não mexer na estrutura e não melhorar os processos internos da Anvisa, daqui a três ou quatro anos vamos ter que fazer tudo outra vez”, afirma.

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