Justiça dos EUA aprova compra da Warner pela Paramount
Decisão concluiu que fusão não ameaça a concorrência nos mercados de streaming, TV e cinema; acordo ainda enfrenta questionamentos


Warner e Paramount: análise concluiu que a transação não ameaça concorrência no mercado de streaming | Reprodução
A divisão antitruste do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) aprovou nesta sexta-feira a aquisição da Warner Bros. Discovery pela Paramount Skydance Corp em uma operação avaliada em US$ 110 bilhões.
Segundo o órgão, a análise concluiu que a transação não representa ameaça à concorrência nos mercados de streaming, televisão tradicional ou produção cinematográfica.
A decisão representa mais um avanço regulatório para a Paramount, que busca concluir uma das maiores operações da história recente da indústria audiovisual.
Negócio ainda depende de outras aprovações
Apesar do sinal verde do Departamento de Justiça, a operação ainda enfrenta desafios regulatórios.
Em abril, a Paramount solicitou à Federal Communications Commission (FCC) autorização para investimentos estrangeiros que dão suporte financeiro à aquisição.
Parlamentares americanos manifestaram preocupação com a participação de fundos soberanos do Oriente Médio e de empresas chinesas na estrutura financeira da operação. Até o momento, a FCC ainda não divulgou sua decisão.
Paramount diz que fusão fortalece concorrência
A empresa argumenta que a operação não gera problemas concorrenciais e que a companhia resultante da fusão terá mais capacidade para competir com gigantes do setor, como Disney e Netflix.
Analistas de mercado já esperavam que o DOJ não apresentasse objeções ao acordo, considerando o posicionamento da empresa e o cenário atual do mercado de streaming.
Hollywood teme cortes de empregos
Apesar da aprovação regulatória, a operação enfrenta resistência dentro da indústria do entretenimento.
Diretores, roteiristas, produtores e outros profissionais de Hollywood manifestaram preocupação com possíveis impactos da fusão, incluindo redução de postos de trabalho, concentração de mercado e diminuição da diversidade de produções e narrativas.
Segundo informações divulgadas pela Reuters, estados como Califórnia, onde Hollywood se localiza, e Nova York estudam uma ação judicial para tentar barrar a operação.
Caso a iniciativa avance, a disputa poderá abrir uma nova frente jurídica mesmo após a aprovação federal do negócio.















