Saúde

Filha de Junior, da dupla com Sandy, é diagnosticada com síndrome nefrótica; entenda condição rara

Segundo o casal, o diagnóstico pegou a família de surpresa, mas o tratamento já começou e tem mostrado bons resultados

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Wagner Lauria Jr.
22/07/2025, 18:55 • Atualizado em 22/07/2025, 18:56
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Lara, filha de Junior e Monica, está com síndrome nefrótica | Reprodução/redes sociais

Lara, filha de Junior e Monica, está com síndrome nefrótica | Reprodução/redes sociais

O cantor Junior Lima, conhecido por sua trajetória ao lado da irmã Sandy, revelou nesta terça-feira (22) que sua filha caçula, Lara, de 3 anos, foi diagnosticada com síndrome nefrótica, uma condição rara que compromete o funcionamento dos rins. O anúncio foi feito por ele e pela esposa, a designer Mônica Benini, por meio das redes sociais.

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Segundo o casal, o diagnóstico pegou a família de surpresa, mas o tratamento já começou e tem mostrado bons resultados.

“Ela está em tratamento e respondendo super bem, sendo acompanhada por médicos incríveis, com um progresso positivo”, escreveram na publicação.

Apesar do momento delicado, Junior afirmou que a agenda de shows da sua turnê solo será mantida, seguindo os protocolos médicos indicados.

O que é a síndrome nefrótica?

A síndrome nefrótica é um distúrbio renal caracterizado pela perda da capacidade de filtrar corretamente as proteínas do sangue, fazendo com que elas sejam eliminadas em excesso pela urina, segundo o nefrologista Henrique Carrascossi.

Isso pode levar a inchaços (principalmente nas pernas, pés e ao redor dos olhos), alterações nos níveis de colesterol e aumento do risco de infecções e coágulos sanguíneos, além da urina espumosa, que indica presença de proteínas. Também pode haver ganho de peso repentino, cansaço, irritabilidade e apetite reduzido, segundo o especialista.

"As causas variam. Em crianças, a forma mais comum é idiopática, ou seja, sem causa claramente identificada. No entanto, pode estar associada a infecções virais, fatores imunológicos ou predisposição genética. Em casos mais raros, pode surgir como consequência de doenças autoimunes ou hereditárias", explica Carrascossi.

De acordo com o Henrique, a condição é mais comum entre 2 e 6 anos, mas também pode ocorrer em adolescentes ou até mesmo em adultos.

O diagnóstico é feito com base em sinais clínicos e exames laboratoriais que mostram perda de proteínas pela urina (proteinúria elevada), níveis baixos de albumina no sangue, colesterol alto e presença de inchaço.

Em geral, o tratamento inclui o uso de medicamentos como corticoides, que são eficazes na maioria dos casos infantis.

"Quando há resistência à medicação ou recaídas frequentes, outras medicações imunossupressoras podem ser indicadas. A condição pode ser reversível, especialmente em crianças, mas exige acompanhamento regular. O objetivo do tratamento é induzir a remissão e prevenir complicações", aponta.

Apesar de não haver cura definitiva em alguns casos, a condição pode ser controlada com tratamento. Geralmente, ela desaparece no final da adolescência ou no início dos 20 anos, segundo a Cleveland Clinic.

Alerta para outras famílias

Junior e Mônica aproveitaram o anúncio para chamar atenção sobre a importância da observação cuidadosa da saúde das crianças.

“Se você notar algo fora do comum com a saúde do seu filho, não hesite em buscar orientação médica. A identificação rápida faz toda a diferença”, alertaram.

São necessários cuidados especiais?

Segundo o nefrologista, é importante que familiares e cuidadores tenham cuidados especiais: atenção com infecções, monitoramento de peso e inchaços, administração correta das medicações e comparecimento regular às consultas.

"Como o Junior mencionou, “tomar todos os cuidados necessários” é essencial para evitar recaídas ou agravamento da condição", ressalta.

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