Venezuela: diplomacia brasileira pressiona por libertação de presos, mas avalia que transição de governo "está longe"
Governo Lula avalia convergência entre Brasil e EUA em busca de estabilidade política no país


Victoria Abel
Integrantes da diplomacia brasileira afirmam que o governo Lula vem trabalhando nos bastidores pela libertação de presos políticos na Venezuela, após a captura de Nicolas Maduro e em meio a um diálogo mais aberto com a presidência de Delcy Rodriguez. Diplomatas do Itamaraty avaliam que as articulações para uma transição de governo no país também podem envolver o Brasil, mas pontuam que o fim do regime chavista "está longe" de acontecer.
Auxiliares do presidente Lula ressaltam que o momento é de consolidação do momento pós-Maduro, antes que um novo processo eleitoral ocorra e a democracia venezuelana se torne realidade. Para eles, apesar do interesse dos Estados Unidos ser principalmente econômico, com a exploração de petróleo venezuelano, o governo de Donald Trump também busca a estabilidade política no país. Conflitos armados ou um governo autoritário poderiam paralisar negociações em torno da extração de óleo.
Em artigo ao New York Times, o presidente Lula manteve o tom de crítica a invasão de Trump ao território venezuelano, assim como fez em declaração um dia depois da captura a Nicolas Maduro, mas sem citar diretamente o presidente americano e com cautela na escolha de palavras. A defesa a soberania das nações na América Latina também não foi novidade.
Lula discutiu a situação venezuelana em um telefonema com Donald Trump, bem como vem dialogando com a presidente venezuelana, Delcy Rodriguez. A substituta de Maduro chegou a ligar para Lula no dia seguinte a invasão norte-americana, pedindo envio de medicamentos para hemodiálise. Um dos centros de distribuição do insumo foi bombardeado pelos EUA.









