Cônsul de Israel diz que país faz “guerra preventiva” contra Irã
Em entrevista ao SBT News, Rafael Erdreich comenta os ataques contra o Irã, a situação da segurança em Israel e a posição do Brasil sobre o conflito

SBT News
Em entrevista exclusiva ao News Manhã nesta quinta-feira (05), o cônsul-geral de Israel no Brasil, Rafael Erdreich, afirmou que o país realiza uma “guerra preventiva” contra o Irã e disse acreditar que o Brasil poderá compreender as razões da ofensiva.
Questionado sobre a duração do conflito e se os ataques já teriam atingido o ponto mais crítico, o diplomata disse que não é possível prever quando a ofensiva terminará, mas avaliou que o cenário pode evoluir nos próximos dias.
“Não posso dizer exatamente quando isso vai acabar. Posso dizer que estamos em um bom caminho para acelerar esse processo. Nos últimos dias, estamos vendo que os mísseis balísticos estão diminuindo em quantidade, assim como a capacidade do Irã de lançar esses mísseis. O problema agora é que o Irã tem mísseis de médio alcance. Com esses mísseis e drones, eles estão atacando países da região. Esse é o maior desafio que temos agora. Não posso dizer exatamente quando essa operação vai terminar nem quais serão os resultados, mas espero que seja em tempo curto.”
Segundo a Organização Mundial da Saúde, pelo menos 16 países da região já são afetados pelo conflito no Oriente Médio. De acordo com a agência de notícias Reuters, Israel registrou 9 mortos. Mais de 1.000 mortes foram registradas no Irã, além de dezenas no Líbano e em outros países do Golfo.
Brasil
Rafael Erdreich também comentou a posição do Brasil sobre o conflito. O governo brasileiro condenou os ataques, e o cônsul afirmou que há divergência entre os países sobre o tema.
“Nós temos uma disputa com o Brasil em relação a este conflito. Achamos que precisamos resolver esse problema, que é uma ameaça existencial para o Estado de Israel. Espero que a maior parte do povo brasileiro entenda isso. Somos amigos do Brasil há muitos anos. Acho que, pouco a pouco, o Brasil também vai entender que esta é uma guerra preventiva que tivemos que fazer. Não tivemos outra opção quando estamos enfrentando um exército de milhares de mísseis balísticos e um projeto nuclear. O Irã tentava construir toda essa infraestrutura abaixo da terra, em lugares onde bombas não conseguem destruir esse sistema. Então essa é uma ameaça existencial. Eu verdadeiramente espero que o Brasil entenda esse fenômeno e o papel do Irã no terrorismo mundial, inclusive aqui no continente, na América Latina e em todo o mundo.”









