Venezuela liberta 18 prisioneiros políticos após intervenção dos EUA
Incursão militar há uma semana resultou na prisão do ditador Nicolás Maduro; organização estima que ainda haja cerca de 863 presos no país


Reuters
As autoridades venezuelanas libertaram 18 prisioneiros da oposição após a incursão militar dos Estados Unidos no país há uma semana e a prisão do ditador Nicolás Maduro, disseram grupos de direitos humanos nesse sábado (10).
O processo de libertação, uma demanda repetida pela oposição, foi anunciado na quinta (8) pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, embora ele não tenha fornecido detalhes. No mesmo dia, a Espanha informou que a Venezuela havia libertado cinco de seus cidadãos.
Na sexta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que a libertação dos presos políticos era um sinal da "busca pela paz" e que ele havia cancelado uma segunda onda planejada de ataques contra o país.
Nem o governo nem o gabinete do procurador-geral da Venezuela confirmaram até o momento um número oficial ou a identidade dos libertados.
A organização não governamental Foro Penal estima que haja 863 presos políticos na Venezuela, incluindo figuras políticas, ativistas de direitos humanos, manifestantes presos após as polêmicas eleições de 2024 e jornalistas.
O número inclui pelo menos 86 estrangeiros, alguns dos quais enfrentam acusações criminais.









