Operação contra facções investiga conexão com Al-Qaeda
Ação mira esquema que lavou mais de R$ 100 milhões do tráfico; mandados são cumpridos no RJ, SP, MG e PR
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Emanuelle Menezes, com SBT Rio
15/07/2026, 11:01 • Atualizado em 15/07/2026, 11:04
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Operação Hawala foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (15) | Reprodução
A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) realizam, nesta quarta-feira (15), uma operação contra um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 100 milhões para facções criminosas. Investigadores identificaram ainda uma possível conexão financeira com um integrante de uma estrutura de financiamento da organização terrorista Al-Qaeda.
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Segundo as investigações, a rede prestava serviços ao Terceiro Comando Puro (TCP) e também ocultava recursos ligados ao Comando Vermelho (CV) e ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Até a última atualização desta reportagem, nove pessoas haviam sido presas.
Entre os principais alvos da operação está Bárbara Luzia Souza de Carvalho, apontada como uma das operadoras financeiras da organização. Segundo o MPRJ, ela administrava empresas que movimentaram dezenas de milhões de reais em valores incompatíveis com sua capacidade financeira.
A denúncia também cita um núcleo formado por empresários de origem libanesa, além de contadores e operadores financeiros suspeitos de estruturar o esquema de lavagem de dinheiro.
Ao todo, a Operação Hawala cumpre 10 mandados de prisão preventiva e 37 de busca e apreensão em quatro estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Paraná.
R$ 100 milhões movimentados por empresas de fachada
As investigações começaram a partir da atuação do TCP no Complexo de São Carlos, na região central do Rio de Janeiro. No decorrer da apuração, a Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) identificou que a mesma estrutura financeira também era utilizada para movimentar recursos de outras facções criminosas.
De acordo com a Polícia Civil, entre 2021 e 2024, o grupo movimentou mais de R$ 100 milhões por meio de dezenas de empresas de fachada espalhadas por diferentes estados.
Segundo os investigadores, essas empresas eram usadas para dar aparência de legalidade a recursos provenientes do tráfico de drogas, da receptação qualificada e da comercialização de produtos falsificados.
Para ocultar a origem do dinheiro, o grupo utilizava empresas de fachada, transferências sucessivas entre pessoas jurídicas, depósitos fracionados em espécie, laranjas para movimentação bancária e operações incompatíveis com a capacidade financeira declarada pelos investigados.
Uma empresa ligada aos investigados manteve relação comercial com um indivíduo sancionado pelo Office of Foreign Assets Control (OFAC), órgão do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos responsável pela aplicação de sanções econômicas. De acordo com as informações obtidas pelos investigadores, esse indivíduo integra uma estrutura de financiamento da organização terrorista Al-Qaeda.
A Polícia Civil ressalta, no entanto, que a investigação apura uma possível conexão financeira e que o alcance dessa relação ainda será analisado com base no material apreendido durante a operação.
Operação contra facções investiga conexão com Al-QaedaAção mira esquema que lavou mais de R$ 100 milhões do tráfico; mandados são cumpridos no RJ, SP, MG e PRBrasil2026-07-15T11:01:33.572ZA Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) realizam, nesta quarta-feira (15), uma operação contra um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou mais de R$ 100 milhões para facções criminosas. Investigadores identificaram ainda uma possível conexão financeira com um integrante de uma estrutura de financiamento da organização terrorista Al-Qaeda. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Segundo as investigações, a rede prestava serviços ao Terceiro Comando Puro (TCP) e também ocultava recursos ligados ao Comando Vermelho (CV) e ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Até a última atualização desta reportagem, nove pessoas haviam sido presas. Entre os principais alvos da operação está Bárbara Luzia Souza de Carvalho, apontada como uma das operadoras financeiras da organização. Segundo o MPRJ, ela administrava empresas que movimentaram dezenas de milhões de reais em valores incompatíveis com sua capacidade financeira. A denúncia também cita um núcleo formado por empresários de origem libanesa, além de contadores e operadores financeiros suspeitos de estruturar o esquema de lavagem de dinheiro. Ao todo, a Operação Hawala cumpre 10 mandados de prisão preventiva e 37 de busca e apreensão em quatro estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Paraná. R$ 100 milhões movimentados por empresas de fachada As investigações começaram a partir da atuação do TCP no Complexo de São Carlos, na região central do Rio de Janeiro. No decorrer da apuração, a Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados (DDSD) identificou que a mesma estrutura financeira também era utilizada para movimentar recursos de outras facções criminosas. De acordo com a Polícia Civil, entre 2021 e 2024, o grupo movimentou mais de R$ 100 milhões por meio de dezenas de empresas de fachada espalhadas por diferentes estados. Segundo os investigadores, essas empresas eram usadas para dar aparência de legalidade a recursos provenientes do tráfico de drogas, da receptação qualificada e da comercialização de produtos falsificados. Para ocultar a origem do dinheiro, o grupo utilizava empresas de fachada, transferências sucessivas entre pessoas jurídicas, depósitos fracionados em espécie, laranjas para movimentação bancária e operações incompatíveis com a capacidade financeira declarada pelos investigados. Uma empresa ligada aos investigados manteve relação comercial com um indivíduo sancionado pelo Office of Foreign Assets Control (OFAC), órgão do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos responsável pela aplicação de sanções econômicas. De acordo com as informações obtidas pelos investigadores, esse indivíduo integra uma estrutura de financiamento da organização terrorista Al-Qaeda. A Polícia Civil ressalta, no entanto, que a investigação apura uma possível conexão financeira e que o alcance dessa relação ainda será analisado com base no material apreendido durante a operação.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/brasil/operacao-contra-faccoes-investiga-conexao-com-al-qaeda
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