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EUA afirmam ter iniciado nova onda de ataques contra o Irã

Postagem diz que avanço mira enfraquecer capacidades militares que forças iranianas têm utilizado para atacar navios comerciais no Estreito de Ormuz

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Reuters
15/07/2026, 10:48 • Atualizado em 15/07/2026, 11:03
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EUA dizem ter atingido base de submarinos do Irã. | Reprodução/X/CENTCOM

EUA dizem ter atingido base de submarinos do Irã. | Reprodução/X/CENTCOM

As Forças Armadas dos EUA disseram ter iniciado uma nova onda de ataques contra o Irã às 6h (7h no horário de Brasília), nesta quarta-feira (15).

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“Os ataques têm como objetivo enfraquecer ainda mais as capacidades militares que as forças iranianas têm utilizado para atacar navios comerciais no Estreito de Ormuz”, afirmou o Comando Central dos EUA em uma publicação no X.

O presidente norte-americano Donald Trump havia afirmado na terça que poderá ordenar ataques contra usinas de energia e pontes no Irã já na próxima semana, caso o governo iraniano não aceite retomar as negociações com Washington.

Segundo Trump, representantes dos Estados Unidos já entraram em contato com autoridades iranianas para pressionar Teerã a retomar o diálogo.

Ontem, a Guarda Revolucionária do Irã disse que o Estreito de Ormuz permanecerá fechado até que os Estados Unidos cessem os “atos de agressão” contra o país. Em comunicado, a organização também ameaçou fechar outras rotas de interesse norte-americano.

Entenda

Estados Unidos e Irã voltaram a trocar hostilidades na última semana, em meio à disputa pelo controle do Estreito de Ormuz. A rota marítima, que fica entre o Irã e a Península Arábica, é responsável por cerca de 20% do petróleo mundial.

O primeiro ataque foi feito por Washington, em retaliação ao que chamou de “ofensiva iraniana” contra três petroleiros que navegavam pelo Estreito de Ormuz. Teerã respondeu lançando mísseis contra bases militares norte-americanas no Golfo Pérsico, resultando em novas retaliações.

Os ataques colocam em xeque o memorando de entendimento assinado pelos países em junho, que estipulou 60 dias de cessar-fogo para as delegações avançarem nas negociações para um acordo definitivo. Na última quarta-feira (8), o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que a trégua havia acabado.

Além do impacto militar na região, a escalada no Estreito de Ormuz já afeta diretamente o mercado global de energia, pressionando os preços do petróleo. Na terça-feira (14), o preço do barril do tipo Brent, referência internacional, subiu acima de US$ 86 pela primeira vez em um mês, depois de ter disparado 10% no dia anterior. Sem o impacto da guerra, o produto é cotado entre US$ 50 e US$ 75.

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