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Governo brasileiro deixa de administrar embaixada da Argentina na Venezuela

Decisão tomada pelo Brasil se dá em meio às reações à ação militar dos Estados Unidos em território venezuelano

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Hariane Bittencourt
10/01/2026, 18:12 • Atualizado em 11/01/2026, 01:04
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O governo Lula (PT) deixou de administrar a embaixada da Argentina na Venezuela. Fontes do Palácio do Itamaraty afirmaram que a decisão tomada pelo Brasil foi comunicada antes ao governo do presidente argentino, Javier Milei e, na sexta-feira (9), às autoridades venezuelanas.

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Oficialmente, integrantes do governo brasileiro alegam que a decisão foi tomada pela necessidade de reorganizar o trabalho da embaixada em Caracas, em um novo contexto desde a ação militar dos Estados Unidos, realizada há uma semana. A avaliação é que, agora, a Argentina tem outras opções para assumir a tarefa.

A custódia da embaixada da Argentina em Caracas foi assumida pelo Brasil em agosto de 2024 depois que o regime de Nicolás Maduro determinou a expulsão dos embaixadores argentinos. A expulsão foi motivada pelo questionamento, por parte da Argentina, do processo eleitoral venezuelano. O Brasil também não reconheceu o resultado, mas pôde manter sua representação diplomática no país de 2024 para cá.

Os presidentes Lula e Milei têm posições políticas conhecidamente opostas e já protagonizaram algumas saias-justas. Desde 3 de janeiro, no entanto, o presidente argentino passou a fazer uma série de publicações nas redes sociais celebrando a ação militar da Casa Branca e a captura de Nicolás Maduro.

Em uma das publicações, ele compartilhou um vídeo em que defendia a pressão dos Estados Unidos sobre a Venezuela, durante um discurso na Cúpula do Mercosul. Ao final do vídeo, Milei inseriu uma foto do presidente brasileiro abraçado com Maduro. A postagem foi vista como uma provocação direta a Lula e irritou o governo brasileiro.

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