Líder diz que diálogo de Lula e Alcolumbre está ‘destravado’
Líder do governo indicou que PEC da 6x1 está na mesa de conversas, mas não cravou cronograma para votação antes das eleições
Amanda Klein, Iander Porcella, Nathalia Fruet
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), se reuniu com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) | Carlos Moura/Agência Senado
A líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), disse nesta quarta-feira (12) que a reunião com o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) não definiu um cronograma para a votação da PEC que acaba com a escala 6x1.
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Em entrevista ao SBT News, Leitão disse que o encontro, que contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), serviu para consolidar a retomada das relações entre Alcolumbre e o Palácio do Planalto. Ela não descartou um cenário em que a proposta seja votada ainda antes do primeiro turno – para isso, Alcolumbre teria de aceitar acelerar a análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no plenário nas próximas duas semanas.
“Nós temos tempo político? Vamos construir esse tempo político para ela ser aprovada. Temos tempo-calendário? Temos, porque a tramitação, pelo menos dessa PEC, é bem mais rápida do que na Câmara [...] Então tudo vai depender desse ambiente de diálogo que foi instaurado e hoje deu um passo importante para a sua continuidade", afirmou.
A proposta foi aprovada pela Câmara no fim de maio. Desde então, não caminhou no Senado, em parte pela ruptura que perdurou na relação entre Alcolumbre e Lula desde abril. Naquele mês, o petista viu seu indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias, ser barrado no Congresso pela primeira vez desde a República Velha, em uma derrota atribuída à articulação pessoal do senador amapaense.
As rusgas foram sanadas na semana passada em um jantar na casa do ministro Alexandre de Moraes junto a Cristiano Zanin.
O encontro desta quarta foi o segundo da retomada das relações a nível pessoal. Para Leitão, a reunião foi “excelente” e “pavimentou, asfaltou e deu acabamento” ao diálogo entre os poderes.
Além da 6x1, o governo corre contra o tempo para dar andamento à PEC da Segurança Pública, sua bandeira para um tema de alta relevância para as eleições deste ano, e o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, em um esforço de Lula para encaminhar a questão como ponto de defesa da soberania e dar resposta a investidas da Casa Branca sobre o país.
Outras questões tratadas foram um acordo em torno do PLP 114/26, que trata dos subsídios para a gasolina e o etanol, e para a instalação de comissões para votar medidas provisórias perto de caducar. A prioritária é a da "taxa das blusinhas", cujo colegiado será instalado nesta quarta para decidir se mantém o corte de 20% no imposto sobre compras internacionais de até US$ 50.
A líder do governo negou que a reaproximação tenha tido relação com o período do recesso parlamentar ou com um cálculo eleitoral de Alcolumbre, que iniciou as movimentações em busca da reeleição a mais dois anos no comando do Senado em fevereiro. A base governista ainda não tem candidato próprio, enquanto oposição e Centrão ensaiam lançar Rogério Marinho (PL-RN) e Teresa Leitão (PP-MS), respectivamente.
“Tratar de eleição do Congresso agora, particularmente, eu acho muito precipitado. Alcolumbre nunca reivindicou isso, justiça seja feita", disse.
Outra questão que ficou de fora da conversa, nas palavras de Leitão, foi repetir a indicação de Jorge Messias ou de outro nome para a cadeira vacante no STF desde outubro de 2025. “Nada sobre STF, nada sobre indicação do ministro, nada sobre o nome de Jorge Messias foi tratado na reunião de hoje", frisou.
Líder diz que diálogo de Lula e Alcolumbre está ‘destravado’Líder do governo indicou que PEC da 6x1 está na mesa de conversas, mas não cravou cronograma para votação antes das eleições
Política2026-08-12T17:34:24.732ZA líder do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), disse nesta quarta-feira (12) que a reunião com o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) não definiu um cronograma para a votação da PEC que acaba com a escala 6x1. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Em entrevista ao SBT News, Leitão disse que o encontro, que contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), serviu para consolidar a retomada das relações entre Alcolumbre e o Palácio do Planalto. Ela não descartou um cenário em que a proposta seja votada ainda antes do primeiro turno – para isso, Alcolumbre teria de aceitar acelerar a análise na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e no plenário nas próximas duas semanas. “Nós temos tempo político? Vamos construir esse tempo político para ela ser aprovada. Temos tempo-calendário? Temos, porque a tramitação, pelo menos dessa PEC, é bem mais rápida do que na Câmara [...] Então tudo vai depender desse ambiente de diálogo que foi instaurado e hoje deu um passo importante para a sua continuidade", afirmou. A proposta foi aprovada pela Câmara no fim de maio. Desde então, não caminhou no Senado, em parte pela ruptura que perdurou na relação entre Alcolumbre e Lula desde abril. Naquele mês, o petista viu seu indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias, ser barrado no Congresso pela primeira vez desde a República Velha, em uma derrota atribuída à articulação pessoal do senador amapaense. As rusgas foram sanadas na semana passada em um jantar na casa do ministro Alexandre de Moraes junto a Cristiano Zanin. O encontro desta quarta foi o segundo da retomada das relações a nível pessoal. Para Leitão, a reunião foi “excelente” e “pavimentou, asfaltou e deu acabamento” ao diálogo entre os poderes. + Além da 6x1, o governo corre contra o tempo para dar andamento à PEC da Segurança Pública, sua bandeira para um tema de alta relevância para as eleições deste ano, e o projeto que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, em um esforço de Lula para encaminhar a questão como ponto de defesa da soberania e dar resposta a investidas da Casa Branca sobre o país. Outras questões tratadas foram um acordo em torno do PLP 114/26, que trata dos subsídios para a gasolina e o etanol, e para a instalação de comissões para votar medidas provisórias perto de caducar. A prioritária é a da "taxa das blusinhas", cujo colegiado será instalado nesta quarta para decidir se mantém o corte de 20% no imposto sobre compras internacionais de até US$ 50. A líder do governo negou que a reaproximação tenha tido relação com o período do recesso parlamentar ou com um cálculo eleitoral de Alcolumbre, que iniciou as movimentações em busca da reeleição a mais dois anos no comando do Senado em fevereiro. A base governista ainda não tem candidato próprio, enquanto oposição e Centrão ensaiam lançar Rogério Marinho (PL-RN) e Teresa Leitão (PP-MS), respectivamente. “Tratar de eleição do Congresso agora, particularmente, eu acho muito precipitado. Alcolumbre nunca reivindicou isso, justiça seja feita", disse. Outra questão que ficou de fora da conversa, nas palavras de Leitão, foi repetir a indicação de Jorge Messias ou de outro nome para a cadeira vacante no STF desde outubro de 2025. “Nada sobre STF, nada sobre indicação do ministro, nada sobre o nome de Jorge Messias foi tratado na reunião de hoje", frisou. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/teresa-leitao-desconversa-sobre-cronograma-para-6x1