Política

“Temos que dar o direito à ampla defesa”, diz líder do PP no Senado após Ciro ser alvo da PF

Tereza Cristina (PP-MS) afirmou que ainda vai ler o despacho da operação

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Tereza Cristina e Ciro Nogueira no Senado | Reprodução

A líder do PP no Senado, Tereza Cristina (MS), afirmou que é necessário aguardar o fim das investigações para emitir uma opinião sobre a operação desta quinta-feira (7) contra o senador e presidente do seu partido, Ciro Nogueira (PI).

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“Temos que dar o direito à ampla defesa e não julgar antes de saber o resultado das investigações”, afirmou a senadora.

A Polícia Federal (PF) deflagrou hoje a 5ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga as fraudes do Master e a teia de relações do banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo as investigações, Ciro Nogueira recebia R$ 300 mil por mês de Vorcaro e tinha custeadas viagens internacionais e contas de restaurantes em troca de apoio político no Senado.

Uma das conversas resgatadas pela PF em celulares de Vorcaro mostra o banqueiro conversando com Léo Serrano, um de seus operadores financeiros, sobre o uso de um cartão de crédito seu por Ciro Nogueira em uma viagem a São Bartolomeu, ilha luxuosa do Caribe.

LÉO SERRANO: "Só uma pergunta rápida... eh pros meninos continuarem pagando conta dos restaurantes do Ciro/Flávia até Sábado?" DANIEL VORCARO responde: "Sim. Depois leva meu cartão para St. Barths

A PF também aponta que a emenda Master, apresentada por Ciro em 2024, foi escrita pela própria assessoria do banco de Daniel Vorcaro, impressa e entregue em envelope na casa do parlamentar, que a reproduziu de forma integral. O texto elevava o limite da cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) de R$ 250 mil a R$ 1 milhão por cliente, o que beneficiaria diretamente bancos médios como o de Daniel Vorcaro.

Outro lado

Em nota, a defesa de Ciro Nogueira nega qualquer ato ilícito e diz que o senador está à disposição da Justiça para esclarecimentos.

"Medidas investigativas graves e invasivas tomadas com base em mera troca de mensagens, sobretudo por terceiros, podem se mostrar precipitadas e merecem a devida reflexão e controle severo de legalidade, tema que deverá ser enfrentado tecnicamente pelas Cortes Superiores muito em breve, assim como ocorreu com o uso indiscriminado de delações premiadas", diz a defesa.

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