"Tem gente que preferia passar motosserra", diz Lula ao assinar decretos de preservação com Marina
Presidente participou de apresentação da ministra sobre ações ambientais do governo e cutucou imprensa por resultado do PIB
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Raphael Felice
Marina Silva e Lula | Reprodução/YouTube
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a ministrado Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, assinaram decretos de preservação ambiental, nesta quarta-feira (5), durante evento em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, no Palácio do Planalto.
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Em discurso após Marina realizar uma apresentação à imprensa, o chefe do Poder Executivo fez críticas a discursos contrários à manutenção das florestas em pé e justificou que a preservação da natureza é positiva tanto ambiental quanto economicamente.
"Tem muita gente aplaudindo este decreto, mas vocês sabem que tem muita gente que fica com raiva quando a gente faz um decreto desse, tem muita gente que acha que isso aqui era preciso passar uma motosserra e acabar com essa floresta para plantar qualquer coisa", disse Lula.
"Hoje está claro que manter uma floresta em pé e bem cuidada, ela pode ser tão rentável para o estado e para os povos que moram na floresta do que qualquer outro investimento. É apenas uma questão de compreensão e de opção para que a gente leve mais a sério essa questão ambiental", continuou o presidente.
Lula ainda afirmou que a questão ambiental deixou de ser uma pauta de ativistas e se tornou algo de responsabilidade de todos os seres humanos. Ele também avaliou que é preciso parar de destruir o planeta e trouxe para a discussão o discurso da bioeconomia.
"A nossa juventude passa por cima da Amazônia e vai ver a Disney ou outras coisas. Quando a gente podia fazer dessa riqueza que a humanidade tem hoje [a Amazônia e outras florestas e biomas brasileiros] uma coisa extraordinária para desenvolver economicamente os estados do Norte do país. Eles não querem ser eternamente extrativistas, eles querem ter acesso a desenvolvimento e a exploração financeira, mas não apenas na exploração agrícola ou da criação de gado", disse.
No final do discurso, antes de Marina iniciar entrevista coletiva temática sobre ações do governo federal no meio ambiente, Lula aproveitou para celebrar o crescimento de 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil e cutucar integrantes da imprensa responsáveis por editoriais e análises sobre a economia do país.
"A nossa imprensa, quem escreve editorial errou mais uma vez, quem faz a primeira página dos jornais tem errado mais uma vez, alguns comentaristas têm errado, porque surpreendentemente o PIB cresceu mais do que os negacionistas divulgaram pela imprensa. E vai continuar crescendo mais, um abraço", disse Lula em tom de ironia. Logo depois, deixou o salão onde o evento foi realizado no Planalto para se reunir com governadores.
Ações do governo na área ambiental
No evento, Marina Silva fez uma apresentação detalhada sobre as ações do governo Lula na área de meio ambiente. Ela mencionou ações de combate ao desmatamento e aos incêndios florestais e em medidas de desenvolvimento sustentável.
A ministra ainda comemorou a ampliação da atuação do Ministério do Meio Ambiente com relação ao governo anterior. Ela também falou sobre os últimos levantamentos sobre queimadas, desmatamento e outros eventos extremos do clima, como as enchentes no Rio Grande do Sul. De modo geral, afirmou que o desafio é fazer "algo inédito" para prevenção de desastres ambientais e combater as mudanças climáticas de forma eficiente.
O desmatamento na Amazônia caiu 40,5% entre janeiro e maio de 2024 em comparação ao mesmo período em 2023, que registrou queda no desmate de 22% no acumulado do ano em comparação a 2022, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).
"O desmatamento vem caindo por intervenção de comando e controle e processo virtuoso de estabelecer parcerias. Algo inédito [...] espero que possamos sair da agenda de comando e controle para busca por agenda de desenvolvimento sustentável", disse.
Já o Cerrado, que vinha sofrendo frequentemente com queimadas, teve redução mais tímida da destruição da reserva nativa, de 12,9%. Os dados também são referentes ao acumulado entre janeiro e maio de 2024 (em comparação a 2023).
Já sobre as queimadas no Pantanal, Marina afirmou que as secas e as queimadas nos biomas são fenômenos "terríveis" e "históricos".
"Segundo o ICMBio [Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade], incêndios não cessaram. Muito dificil porque em area remota e muito complicada. Nao conseguimos a cota de cheia no Pantanal. No dia 23, a ANA [Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico] estabeleceu situação critica em toda a bacia do Paraguai. A primeira vez que está acontecendo a escassez hidrica antecipadamente", disse.
"Tem gente que preferia passar motosserra", diz Lula ao assinar decretos de preservação com MarinaPresidente participou de apresentação da ministra sobre ações ambientais do governo e cutucou imprensa por resultado do PIBPolítica2024-06-05T16:17:59.823ZO presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, assinaram decretos de preservação ambiental, nesta quarta-feira (5), durante evento em celebração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, no Palácio do Planalto. Em discurso após Marina realizar uma apresentação à imprensa, o chefe do Poder Executivo fez críticas a discursos contrários à manutenção das florestas em pé e justificou que a preservação da natureza é positiva tanto ambiental quanto economicamente. "Tem muita gente aplaudindo este decreto, mas vocês sabem que tem muita gente que fica com raiva quando a gente faz um decreto desse, tem muita gente que acha que isso aqui era preciso passar uma motosserra e acabar com essa floresta para plantar qualquer coisa", disse Lula. "Hoje está claro que manter uma floresta em pé e bem cuidada, ela pode ser tão rentável para o estado e para os povos que moram na floresta do que qualquer outro investimento. É apenas uma questão de compreensão e de opção para que a gente leve mais a sério essa questão ambiental", continuou o presidente. Lula ainda afirmou que a questão ambiental deixou de ser uma pauta de ativistas e se tornou algo de responsabilidade de todos os seres humanos. Ele também avaliou que é preciso parar de destruir o planeta e trouxe para a discussão o discurso da bioeconomia. "A nossa juventude passa por cima da Amazônia e vai ver a Disney ou outras coisas. Quando a gente podia fazer dessa riqueza que a humanidade tem hoje [a Amazônia e outras florestas e biomas brasileiros] uma coisa extraordinária para desenvolver economicamente os estados do Norte do país. Eles não querem ser eternamente extrativistas, eles querem ter acesso a desenvolvimento e a exploração financeira, mas não apenas na exploração agrícola ou da criação de gado", disse. PIB e cutucada na imprensa No final do discurso, antes de Marina iniciar entrevista coletiva temática sobre ações do governo federal no meio ambiente, Lula aproveitou para celebrar o do Brasil e cutucar integrantes da imprensa responsáveis por editoriais e análises sobre a economia do país. "A nossa imprensa, quem escreve editorial errou mais uma vez, quem faz a primeira página dos jornais tem errado mais uma vez, alguns comentaristas têm errado, porque surpreendentemente o PIB cresceu mais do que os negacionistas divulgaram pela imprensa. E vai continuar crescendo mais, um abraço", disse Lula em tom de ironia. Logo depois, deixou o salão onde o evento foi realizado no Planalto para se reunir com governadores. Ações do governo na área ambiental No evento, Marina Silva fez uma apresentação detalhada sobre as ações do governo Lula na área de meio ambiente. Ela mencionou ações de combate ao desmatamento e aos incêndios florestais e em medidas de desenvolvimento sustentável. A ministra ainda comemorou a ampliação da atuação do Ministério do Meio Ambiente com relação ao governo anterior. Ela também falou sobre os últimos levantamentos sobre queimadas, desmatamento e outros eventos extremos do clima, como as enchentes no Rio Grande do Sul. De modo geral, afirmou que o desafio é fazer "algo inédito" para prevenção de desastres ambientais e combater as mudanças climáticas de forma eficiente. O desmatamento na Amazônia caiu 40,5% entre janeiro e maio de 2024 em comparação ao mesmo período em 2023, que registrou queda no desmate de 22% no acumulado do ano em comparação a 2022, segundo o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). "O desmatamento vem caindo por intervenção de comando e controle e processo virtuoso de estabelecer parcerias. Algo inédito [...] espero que possamos sair da agenda de comando e controle para busca por agenda de desenvolvimento sustentável", disse. Já o Cerrado, que vinha sofrendo frequentemente com queimadas, teve redução mais tímida da destruição da reserva nativa, de 12,9%. Os dados também são referentes ao acumulado entre janeiro e maio de 2024 (em comparação a 2023). Já sobre as queimadas no Pantanal, Marina afirmou que as secas e as queimadas nos biomas são fenômenos "terríveis" e "históricos". "Segundo o ICMBio [Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade], incêndios não cessaram. Muito dificil porque em area remota e muito complicada. Nao conseguimos a cota de cheia no Pantanal. No dia 23, a ANA [Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico] estabeleceu situação critica em toda a bacia do Paraguai. A primeira vez que está acontecendo a escassez hidrica antecipadamente", disse.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/tem-gente-que-preferia-passar-motosserra-diz-lula-ao-assinar-decretos-de-preservacao-com-marina
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