Sóstenes diz que Moraes mantém Bolsonaro "como refém” após prisão domiciliar temporária
Ao SBT News, líder do PL na Câmara diz que medida traz alívio pela saúde, mas aponta restrições como entrave político e questiona prazo de 90 dias




Vicklin Moraes
Amanda Klein
Basília Rodrigues
Cézar Feitoza
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou nesta terça-feira (24) que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes mantém o ex-presidente Jair Bolsonaro “como refém”, mesmo após conceder prisão domiciliar temporária por 90 dias. Em entrevista ao SBT News, o parlamentar criticou as restrições impostas e disse que a decisão gera “alívio e preocupação” ao mesmo tempo.
“Não existe uma prisão domiciliar com esse modelo, com tantas restrições e prazo determinado. Parece que o ministro ainda quer ter o presidente Bolsonaro como seu refém”, afirmou.
Sóstenes afirmou que considera estranho o prazo de 90 dias e as restrições às visitas, que antes eram permitidas, e disse que isso pode prejudicar as articulações políticas. Segundo ele, a decisão traz alívio pela saúde, mas também preocupação, por indicar uma tentativa de manter o ex-presidente sob controle.
“Por um lado, há alívio. Por outro, preocupação, porque parece haver um sentimento de manter o ex-presidente sob controle, o que lamentamos”, completou.
Articulação política
O líder do PL afirmou que o partido mantém uma divisão de responsabilidades nas decisões eleitorais, mesmo com as restrições impostas a Bolsonaro.
“Há um acordo claro dentro do partido. As candidaturas a governos estaduais ficam sob responsabilidade de Valdemar Costa Neto. Já as articulações para o Senado são uma prerrogativa do presidente Jair Bolsonaro. Existe respeito a esses espaços, e o partido segue funcionando com essa organização”, explicou.
Segundo ele, a coordenação nacional das estratégias eleitorais está sendo conduzida por Flávio Bolsonaro e pelo líder da oposição no Senado, Rogério Marinho.
Saúde e bastidores
O líder do PL na Câmara também demonstrou preocupação com o estado de saúde de Jair Bolsonaro e citou risco de complicações graves. Segundo ele, médicos alertaram para a gravidade após um episódio de broncoaspiração durante a madrugada, possivelmente agravado pelos medicamentos, e avaliaram que a situação poderia se repetir.
De acordo com o deputado, o quadro levou a uma mobilização de aliados e autoridades, incluindo parlamentares, profissionais de saúde e lideranças políticas, que atuaram para sensibilizar o STF. Ele destacou ainda que Flávio Bolsonaro chegou a conversar com o ministro Alexandre de Moraes diante da gravidade da situação.
“Houve uma mobilização ampla. Parlamentares, profissionais de saúde e lideranças políticas atuaram para sensibilizar o STF. O próprio Flávio Bolsonaro conversou com o ministro Alexandre de Moraes. Foi um esforço conjunto diante da gravidade do quadro”, afirmou.









