Senadores tentam tirar de Nunes Marques ação sobre criação da CPI do Master
Parlamentares defendem que caso seja transferido ao ministro André Mendonça



Marcela Mattos
Cézar Feitoza
Parlamentares de oposição apresentaram nesta segunda-feira (30) um pedido para que a ação que tenta tornar obrigatória a criação da CPI do Banco Master no Senado seja transferida do ministro Kassio Nunes Marques para André Mendonça.
Na última quarta-feira (25), sete senadores ingressaram no Supremo Tribunal Federal (STF) com um mandado de segurança pedindo que a Corte reconheça que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), está agindo com “omissão deliberada” ao não fazer a leitura do pedido de criação da CPI, rito obrigatório para que as investigações tenham início.
O pedido de instalação da CPI do Master conta com 53 assinaturas e aguarda há mais de quatro meses uma análise por parte de Alcolumbre. Diante da inércia do comandante do Senado, os parlamentares acionaram o Supremo com um pedido de liminar para tornar a instalação obrigatória.
Por sorteio, o caso acabou sendo distribuído para a relatoria de Nunes Marques. Até o momento, porém, o relator não se posicionou sobre o pedido. A interlocutores, o ministro justificou não ter tido tempo hábil para se debruçar sobre a ação.
Em nova peça, os senadores pediram que o mandado de segurança seja decidido pelo ministro André Mendonça, relator das investigações sobre o Banco Master no Supremo. Isso porque, argumentaram, Mendonça “detém conhecimento direto, atual e aprofundado acerca do núcleo fático-probatório” do caso.
Nos bastidores, há a avaliação de que Mendonça deve dar aval ao pedido, tendo como base o fato de ele também ter chancelado a prorrogação dos trabalhos da CPMI do INSS. O ministro acabou vencido por 8 votos a 2, mas, para alguns senadores, o debate abriu caminho para a maioria dos ministros defenderem o direito constitucional das minorias na instalação das comissões de inquérito após os ritos processuais serem cumpridos.
Assinam o mandado de segurança e o pedido de prevenção a André Mendonça os senadores Alessandro Vieira (MDB-SE), Eduardo Girão (Novo-CE), Marcos Pontes (PL-SP), Magno Malta (PL-ES), Damares Alves (Republicanos-DF), Plínio Valério (PSDB-AM) e Esperidião Amin (PP-SC).








